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Terça-feira, 7 de Fevereiro de 2006

FICHA DE LEITURA: «A ECONOMIA DA EUROPA MEDIEVAL» - R.H. BAUTIER, por Ana Campos, 10ºG

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AUTOR: Bautier, Robert-Henri
NOME: A Economia na Europa Medieval
Editorial Verbo Lisboa, 1973, 311 páginas,
Síntese do Capítulo Seleccionado (70 paginas):

Este capítulo tem um papel importante na medida em que permite, para além da melhor compreensão de economia e das relações comerciais da Europa Medieval, a desmistificação de alguns mitos e ideias preestabelecidas que se vão implantando acerca da vida na Idade Média. Bautier permite-nos pois, avaliar o importante e significativo desenvolvimento da economia dos séculos XI a XV.
Nele são abordados vários temas, que se encontram descriminados e devidamente explicados.
Inicialmente, o capítulo fala-nos das Feiras de Champanhe e da sua importante contribuição para a evolução e dinamização comercial da Europa nesta época. Estas feiras marcaram uma nova era na economia medieval, sendo pelo autor consideradas como “ características especiais do período medieval no seu ponto culminante”. Eram activos centros de comércio (graças ao desenvolvimento agrícola e ao aumento populacional) e essenciais intermediárias nas relações entre o campo e o mundo urbano. É-nos dada uma noção perfeita acerca do funcionamento das feiras: os produtos ai comercializados (entre inúmeros, adquire grande importância a comercialização dos tecidos), os comerciantes que as frequentam (a partir de metade do século XIII, são frequentadas por mercadores de toda a Europa, aumentando, assim, ainda mais a sua importância comercial e a variedade de produtos que nelas são negociados) os meios de pagamento utilizados, entre outras importantes noções.
A existência das feiras de Champanhe foi a grande responsável pela animação do comércio internacional e mediterrânico e ainda pelo desenvolvimento de associações mercantis destinadas a facilitar as negociações com as autoridades públicas e assegurar a protecção dos comerciantes e os seus interesses_ as HANSAS (assumiu particular importância nesta época a Hansa Germânica).
Estes focos comerciais, graças á sua organização legal, contribuíram para o desenvolvimento do direito comercial.
Seguidamente, o autor fala-nos acerca do comércio do Mar do Norte, Báltico e Alemanha. Aqui é realçado o papel desempenhado pela cidade de Bruges, pela zona da Flandres e ainda por outras feiras como as da Antuérpia, Malines, Bergen-op-Zoom Saint-Ives, Saint-Giles e Saint-Botolph para a evolução da economia medieval. Nesta época, são essenciais as redes de estradas que ligam as feiras e as várias cidades. A evolução da indústria têxtil foi tão acentuada nestas áreas que foi necessária a substituição de alguns terrenos agrícolas por pastagens para animais de modo a aumentar a produção têxtil.
Pelo mesmo desenvolvimento comercial, a monarquia adopta uma política económica e um novo regime alfandegário, surgindo com estas novas políticas renovadas formas de protecção dos mercadores. De novo, o autor realça a Hansa Germânica explicando a sua origem e importância.
O capítulo segue falando-nos do Comércio Atlântico, descrevendo clara e detalhadamente a sua evolução, referindo as rotas utilizadas (rios de Escalda, Mosa, Saona, mar Adriático, entre outros), os produtos comercializados (o vinho tornou-se um dos produtos de eleição. Outros, como o ferro sobem imenso nas vendas, pelo que alguns povos procuram obter o seu monopólio.)
O autor fala também na Península Ibérica, que adquire nova vida após a Batalha de Tolosa (1212), com a consagração da vitória do Cristianismo, permitindo o desenvolvimento da actividade comercial. Mais uma vez, o autor enquadra-nos com o contexto político, social e cultural da época, permitindo uma melhor compreensão e facilitando a análise dos assuntos relatados.
Depois, “ocidentais no oriente: o problema das especiarias” é abordado o tema das relações económicas entre Ocidente e Oriente devido a necessidade que as duas zonas da Europa tinham dos produtos uma da outra. São comercializados cereais, vinhos, cera, peles, escravos, tecidos vários, pedras preciosas.....entre muitos outros. Simultaneamente, o autor procura explicar e exemplificar as estratégias económicas por detrás de qualquer negócio realizado. Aqui fala igualmente das rotas comerciais de ligação entre Oriente e o Ocidente e das cidades intermediárias escolhidas pelos mercadores para estabelecer as bases da sua actividade.
É também de destacar a grande competitividade existente entre as cidades de Veneza e Génova, que partilhavam o desejo de dominar o vasto centro comercial de Constantinopla, que era a metrópole do comércio das especiarias no século XV. O autor clarifica neste capítulo as várias negociações existentes entre o Oriente e Ocidente, dando particular importância ao comércio das especiarias declarando que apesar de interessar apenas a três cidades (Veneza, Génova e Barcelona) na época, era a força motora da maior parte das transacções com o Oriente e teve um papel económico e político relevante. Logo de seguida, fala-se na dificuldade de penetrar no Oriente até ao século XIII e da mudança sofrida a partir daí em que o acesso as mercadorias árabes era já mais fácil, devido a um clima de paz estabelecido nestas áreas após reinar a paz mongótica. No entanto, a paz e as relativas boas relações não durão sempre pois entre 1340 e 1350 “este mundo, afeiçoado por uma economia de paz desmorona-se repentinamente,,,”
Bautier alerta-nos para o crescente desenvolvimento da actividade dos cambistas no século XII que, mais tarde, se transformavam em verdadeiros banqueiros, tornando-se numa das forças mais relevantes dos negócios da época. O capital e o crédito assumem acrescidos importância e surgem associações capitalistas que fazem empréstimos aos grandes mercadores, permitem depósitos e transferências bancárias. Com estas inovações, as feiras de Champanhe perdem a sua importância comercial e passam a desempenhar maioritariamente funções financeiras. Surgem muitas novidades no domínio das técnicas transaccionais e bancárias, nomeadamente os cheques e as letras de câmbio.
Agricultura e Finanças_ o domínio senhorial começa a ser abalado e desmantelado, assim como nas mansas e propriedades. Uma série de conflitos começam a ocorrer entre senhores e camponeses. Em fins do século XIII o regime senhorial cessa praticamente em definitivo. A burguesia disputava agora a compra dos terrenos. O carácter da vida rural modifica-se por completo. Procede-se à construção de novas cidades com a activa participação da burguesia.
Ouro e Prata_ as evoluções conquistadas na idade média exigiram uma grande e lógica revolução monetária. Assim neste capítulo são detalhadamente descritos os progressos e mutações que foram sofrendo as moedas mais importantes nas negociações dos tempos medievais e em que locais da Europa iam sendo adoptadas e criadas novas moedas.
Também a ultima parte deste capítulo fala da moeda, mais concretamente, da moeda de ouro e da sua relação com o comércio entre o Oriente e o Ocidente.
publicado por António Luís Catarino às 11:11
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