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Sexta-feira, 11 de Novembro de 2005

OS DESCOBRIMENTOS, José Francisco Vidal de Sousa, 8ºA.

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caravela

Os Descobrimentos foram um marco histórico na história da Humanidade. Novos continentes, novos povos, novos arquipélagos e, sem dúvida, o início duma nova eram.
Mas o que muito boa gente não sabe é o que levou as nações europeias a partir em busca de novas terras, novos mercados, novas oportunidades.
A Europa estava a (tentar) recuperar de uma crise colossal que se abateu sobre ela no séc.XIV. Alterações climáticas, guerras, más colheitas agrícolas, fome, guerras e, sobretudo, uma epidemia chamada Peste Negra abalaram num período em que esta estava a atravessar um período de crescimento económico.
Felizmente, a crise passou e o Velho Continente tentava recompor-se. A população e actividade agrícola aumentaram e o comércio tentou voltar à superfície, depois de se ter afogado.
Mas voltando aos Descobrimentos, deve–se falar também da noção do mundo que as pessoas tinham. E que mundo! Ignorava-se a existência das Américas e da conexão entre o Oceano Atlântico e Pacífico. África estendia-se para Sul até dizer basta e, como se isto não chegasse, boatos e histórias de monstros marinhos, de pessoas nativas de outras terras com morfologia diferente e do Mar Tenebroso aterrorizavam marinheiros e as pessoas que ouviam esses contos.
Após esta pequena abreviatura, não restam dúvidas que a Europa tinha a necessidade de se expandir. O aumento volumoso das trocas comerciais pedia ouro, riqueza que não abunda na Europa, mas que, pelo contrário, existe em abundância em África. Por outro lado, também se cobiçava o aceso directo ao luxuoso mercado das especiarias, que naquela altura não se obtinham com a mesma facilidade que hoje em dia.
Em Portugal, a crise também deixara marcas. Todos os grupos sociais tinham interesse na expansão. Por exemplo, a burguesia ambicionava o mercado das especiarias, açúcar e plantas tintureiras e o clero tencionava expandir a fé cristã.
Na realidade, tínhamos tudo e mais alguma coisa para se expandir. Possuíamos conhecimentos e instrumentos marítimos e astronómicos, resultantes da influência de sábios muçulmanos e judeus, uma localização geográfica excelente, marinheiros experientes e um clima de paz estabilizador.
Então a partir daí “foi sempre a andar”! Impulsionados pelo Infante D.Henrique, os portugueses começaram por conquistar Ceuta, cidade de grande importância comercial, em 1415.
É verdade, os portugueses não eram burros. Mas os árabes também não, de tal modo que trataram de desviar as rotas comerciais, de tal modo que trataram de desviar as rotas comerciais, de modo a não passarem por Ceuta.
A “descoberta” seguinte foi a dos arquipélagos da Madeira e dos Açores, embora esses arquipélagos já estivessem representados em mapas do séc.XIV. Tanto a Madeira como os Açores foram colonizados por capitães donatários, que administravam a justiça, cobravam impostos e distribuíam terras aos colonos que as quisessem povoar. Na Madeira, o principal produto de exportação era o açúcar e nos Açores cultivavam-se cereais e praticava-se a pastorícia.
Próximo passo: África. Em África, os obstáculos eram ultrapassados a grande velocidade. Gil Eanes passou o Cabo Bojador em 1434, até então limite sul dos mares navegados pelos europeus. Dobrou-se o Cabo Branco em 1441 e, em 1460, os portugueses já tinham chegado à Guiné e à Serra Leoa. Começou-se a comerciar o ouro e alguns escravos, mas houve algum abrandamento na expansão portuguesa para Sul, consequência da morte do Infante D.Henrique. A partir daí, a expansão começou a ser praticamente impulsionada por iniciativas particulares. Mas, antes disso, já D.Afonso tinha conquistado no litoral marroquino Tânger, Arzila e Álcacer Ceguer. A colonização foi feita por feitorias, postos comerciais fortificados.

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Nau

Objectivo seguinte: Índia. Quando D.João II tomou posse, em 1481, a expansão portuguesa ganhou um novo objectivo: chegar à Índia por mar, contornando o continente africano. Para isso, foram enviados emissários por terra, como Pêro da Covilhã, entre outros para investigar a navegação no Índico. Bartolomeu dobrara o Cabo das Tormentas em 1487/88, e consequentemente, Vasco da Gama atracou em Calecute no dia 20 de Maio de 1498.
POR fim, a 22 de Abril de 1500, uma grande armada comandada por Pedro Álvares Cabral chegou ao Brasil. Alguns historiadores defendem que se tratou de uma descoberta «ao acaso», porque se suspeita que, a certa altura da viagem, houve uma grande tempestade a frota sofreu um grande desvio para Sudoeste. Sorte ou não, o que interessa é que o Brasil “era nosso”!
Conclusão: Os Descobrimentos foram uma época de mudanças, de novos mundos, de novos povos e até novos ideais. Passámos de um país a tentar recuperar de uma grande crise para uma nação com ouro, especiarias e porcelanas até aos cabelos. Lisboa transformou-se numa grande metrópole. O único problema foi o dinheiro ter sido esbanjado em luxos e outras futilidades, e não a desenvolver o país.
Mas de uma coisa não há dúvida: que os Descobrimentos são mais um motivo para que tenhamos um grande orgulho em sermos portugueses. E o resto é conversa!
publicado por António Luís Catarino às 17:57
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1 comentário:
De Anónimo a 11 de Novembro de 2005 às 18:05
Caro José Francisco: é com enorme gosto que te vemos por aqui outra vez! O tom coloquial e verdadeiro que colocas nos teus artigos valem por si. Soa bem, lê-se de uma vez e trazes sempre novidades contigo que prendem a leitura. Um excelente artigo. Continua sempre.António Luís Catarino
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(mailto:skamiaken@sapo.pt)

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