.Julho 2006

Dom
Seg
Ter
Qua
Qui
Sex
Sab
1
2
3
4
5
6
7
8
9
10
11
12
13
14
15
16
17
18
19
20
21
22
23
24
25
26
28
29
30
31

.posts recentes

. Finalmente as férias e um...

. Vida e história de Jean-J...

. James Watt, por João Paul...

. A Conservação da Massa e ...

. René Descartes, por Ana P...

. A Passarola de Bartolomeu...

. Os Lolardos, por Rebeca B...

. A Revolução Francesa, por...

. As Guerras Religiosas do ...

. A Reforma Protestante e o...

.arquivos

. Julho 2006

. Junho 2006

. Maio 2006

. Abril 2006

. Março 2006

. Fevereiro 2006

. Janeiro 2006

. Dezembro 2005

. Novembro 2005

. Outubro 2005

.links

Um espaço para a História da Escola Secundária Aurélia de Sousa - Porto

.favorito

. E o homem com livros cont...

Segunda-feira, 14 de Novembro de 2005

A ESCRAVATURA NA GRÉCIA ANTIGA, Inês Viegas, 10ºG.

platon-aristoteles.jpg
Platão e Aristóteles

A democracia grega apresentava algumas limitações, nomeadamente a escravatura. Irei debruçar-me sobre esse tema, uma vez que me indignei bastante ao analisar documentos escritos por grandes filósofos da época.
De facto, os escravos constituíam metade da população da Ática, considerados não mais do que propriedade pessoal de particulares e do Estado. A lei não lhes reconhecia personalidade civil, eram tratados como vulgar mercadoria e equiparados a objectos! Questões que actualmente são impensáveis, foram na altura justificadas por notáveis pensadores, como Aristóteles e Platão.
Quanto ao primeiro, afirmou que “o escravo é uma propriedade instrumental animada” e que “ a utilidade dos animais domésticos e dos escravos são pouco mais ao menos do mesmo género. Uns e outros ajudam-nos com o auxilio das suas forças físicas a satisfazer as necessidades da nossa existência.” Sem qualquer ponta de sensibilidade e bom senso, Aristóteles exprimiu a sua opinião!
Segundo Platão, “devemos trata-los bem (aos escravos), não somente por eles, mas mais ainda em vista do nosso próprio interesse. Esse tratamento consistirá em (…) ser ainda mais justos, se é possível, com eles que com os nossos iguais.”. A meu ver, Platão escondeu-se atrás da hipocrisia e do preconceito com esta tese, uma vez que, para além de não reconhecer que os escravos também são humanos, achava que somente em caso de ser possível, os deviam tratar bem, pois isso iria dar uma boa imagem dos cidadãos!
Aristóteles ousa ser directo e frontal, não se acobarda à falsidade, atreve-se a dizer que escravo é escravo e pronto! Não querendo com isto, argumentar a favor deste, naturalmente! Apenas estabeleço a comparação para que fique bem vincado o meu desagrado em relação à mesquinhez de Platão com esta sua triste convicção…!
publicado por António Luís Catarino às 17:42
link do post | comentar | favorito
|
3 comentários:
De Anónimo a 6 de Dezembro de 2005 às 21:12
Acho que o artigo está muito bom.Partilho da opinião da minha colega, da maneira de ver como as coisas eram e são e aproveito para desejar BOM NATAL a toda a comunidade escolar que participa neste blog porque é gente fixe, obviamente...Rui Moreira
</a>
(mailto:rui_1ne5@hotmail.com)
De Anónimo a 14 de Novembro de 2005 às 17:53
Olá Inês e, antes de tudo, obrigado por teres participado no blogue. Espero que seja a primeira colaboração de muitas que hão-de vir! Sobre o artigo acho que é pertinente o que sentes à vista da actual sociedade e dos tempos que correm, mas não nos podemos esquecer que isto se passou no seculo V a.C. onde os escravos eram considerados «as coisas animadas» de que falas no teu artigo. Mesmo que na época existissem pessoas que se rebelaram contra a escravatura (e disseram-no) acho polémico os adjectivos que usas em relação a Platão nomeadamente a «mesquinhez» e dizer que tem uma «triste convicção». Não te esqueças que são filósofos que falam, homens convictos e nada mesquinhos na defesa das suas teses. Muitas vezes tiveram, eles próprios, de lutar contra a tal mesquinhez e cobardia de outros. Para mim, e é uma opinião muito pessoal, acho que os filósofos falham redondamente quando se metem em sistemas políticos ou falam da bondade ou maldade dos sistemas sociais. Mas isso ainda tens que aprender nos anos que vierem aí! Parabéns pela tua opinião, contudo. Revela preocupação pela justiça social e equidade no tratamento das pessoas. Todas elas.António Luís Catarino
</a>
(mailto:skamiaken@sapo.pt)
De rui a 20 de Fevereiro de 2013 às 08:52
sao todos uns melvins :b

Comentar post