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Quinta-feira, 19 de Janeiro de 2006

A ARTE GÓTICA, por Diana Alves, 10ºG

gotica_2.jpg
Catedral de Lincoln -- Lincolnshire, Inglaterra

O estilo Gótico desenvolveu-se na Europa, principalmente na França, durante a Baixa Idade Média e é identificado como a Arte das Catedrais. A partir do século XII a França conheceu transformações importantes, caracterizadas pelo desenvolvimento comercial e urbano e pela centralização política, elementos que marcam o início da crise do sistema feudal. No entanto, o movimento a arraigada cultura religiosa e o movimento das cruzadas preservavam o papel da Igreja na sociedade. Enquanto a Arte Românica tem um carácter religioso tomando os mosteiros como referência, a Arte Gótica reflecte o desenvolvimento das cidades. Porém deve-se entender o desenvolvimento da época ainda preso à religiosidade, que nesse período se transforma com a escolástica, contribuindo para o desenvolvimento racional das ciências, tendo Deus como elemento supremo. Dessa maneira percebe uma renovação das formas, caracterizada pela verticalidade e por maior exactidão em seus traços, porém com o objetivo de expressar a harmonia divina.
O termo Gótico foi utilizado pelos italianos renascentistas, que consideravam a Idade Média como a idade das trevas, época de bárbaros, e como para eles os godos eram o povo bárbaro mais conhecido, utilizaram a expressão gótica para designar o que até então se chamava "Arte Francesa ".

A arquitectura foi a principal expressão da Arte Gótica e propagou-se por diversas regiões da Europa, principalmente com as construções de imponentes igrejas. Apoiava-se nos princípios de um forte simbolismo teológico, fruto do mais puro pensamento escolástico: as paredes eram a base espiritual da Igreja, os pilares representavam os santos, e os arcos e os nervos eram o caminho para Deus. Além disso, nos vitrais pintados e decorados se ensinava ao povo, por meio da mágica luminosidade de suas cores, as histórias e relatos contidos nas Sagradas Escrituras.
Do ponto de vista material, a construção gótica, de modo geral, se diferenciou pela elevação e desmaterialização das paredes, assim como pela especial distribuição da luz no espaço. Tudo isso foi possível graças a duas das inovações arquitectónicas mais importantes desse período: o arco em ponta, responsável pela elevação vertical do edifício, e a abóbada cruzada, que veio permitir a cobertura de espaços quadrados, curvos ou irregulares. No entanto, ainda considera-se o arco de ogiva como a característica marcante deste estilo.

Nome: Diana da Silva Alves
Nº: 23 10ºG
Fonte: http://www.historianet.com
publicado por António Luís Catarino às 21:40
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1 comentário:
De Anónimo a 19 de Janeiro de 2006 às 22:02
Diana: recebi com atenção o teu trabalho. Parabéns por te antecipares à matéria que, neste momento, estamos a dar nas aulas. Isto é, caminhamos a passos largos para o gótico mas, por enquanto, ainda estamos no românico que, por sinal é o estilo que existe no pórtico desta catedral de Lincoln, Inglaterra. Mas é um excelente exemplar arquitectónico do gótico que escolheste. Parabéns por isso mesmo. Não é habitual esta escolha no gótico... Parabéns, Diana.António Luís Catarino
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(mailto:skamiaken@sapo.pt)

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