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Quarta-feira, 1 de Fevereiro de 2006

A HISTÓRIA DO CINEMA, por Renata Macedo, 9ºB

cinematografo1.gif

A história do cinema

(Paris, 28 de Dezembro de 1895. Montparnasse. La Closerie des Lilas)
Antoine Gustave Marasco entra no Grand Café, dirige-se ao Salão Indiano e
paga 33 francos pelo privilégio histórico de ser o primeiro espectador, de
assistir à primeira sessão comercial de cinema.
Os filmes não passam de representações da vida burguesa (L´Arrosseur Arrose,
Partie d´écarte, L´Arrivée d'un Train a la Ciotat, Barque Sortant du Port,
Repas de Bebé) no dia-a-dia da Belle Epoque. Nenhum dura mais do que um
minuto.
Surgem os primeiros cinemas. Antoine e outros espectadores passam a
frequentar as grandes salas de espectáculos que começam a ser inauguradas no
mundo. São verdadeiros lugares de sonho, imensos, luxuosos, às vezes
construídos para receber até 6.000 espectadores, como o Gaumont Palace, em
Paris.
Em 1908 é rodado na França o primeiro filme pornográfico de que se tem
registo, a Empregada da Hospedaria.
chaplin1.jpg
O cinema começa a deslocar-se para os Estados Unidos, surge a Fox, a United
Artist e Chaplin. Griffith faz os seus primeiros filmes e o cinema ensaia
os seus primeiros passos como a nova arte.
No final da década o Homem já começa a perceber que pode fazer um cinema com
os seus fantasmas e delírios, e em 1919 surge o filme O Gabinete do Dr.
Caligari, de Robert Wiene, que marca um período rapidamente falido do
chamado expressionismo alemão.
A revolução proletária de 1917 molda o período clássico do cinema russo, e
revela-se o génio de Eisenstein (Greve, Potemkim, Outubro e Linha Geral),
Pudovkin (A Mãe e Tempestade sobre a Ásia), Dovjenko (A Terra) e Dziga
Vertov, documentando a época com a sua teoria da câmara-olho.
Em 1921 Grifith roda a primeira longa-metragem sonora Dream Street, mas
somente em 1927 a voz encontra a imagem de forma sincronizada. Em 8 de
Outubro de 1927 o cantor All Jolson estreia o Cantor de Jazz, e inaugura a
era do som.
Nos loucos anos 20 Paris se torna o centro do agito cultural, mas o cinema
só começa a acontecer com a apresentação de Un Chien Undalou, por Luis
Buñuel (com co-produção de Salvador Dali), em 1928 e L´Âge d´Or, em 1930.
Com a depressão económica em background o cinema falado começa-se a
desenvolver - como a multimédia na década de 90.
Fritz Lang, John Ford, Frank Capra, King Vidor, nos Estados Unidos.
René Clair, Marcel Carné, Jean Vigo, Julien Duvivier, o brasileiro Mário
Peixoto, na França.
Greta Garbo e Marlene Dietrich seduzem o mundo. Fred Astaire e Ginger Rogers
fazem filmes jamais igualados no género.
Anos 40. Carro rápido, da esquerda para a direita, lateral. Guerra e
pós-guerra.
Em 1941 estreia Cidadão Kane, Orson Welles é comparado a Proust e a sua
revolução estética inventa o cinema moderno, trazendo junto o melhor que já
havia no cinema clássico.
Em 1945 os estúdios são trocados por cenários naturais, os actores
profissionais por amadores, a manipulação da imagem pelo registo da
realidade, e a isso se dá o nome de Neo-realismo.
Roma, Cidade Aberta, de Roberto Rossellini, e Ladrões de Bicicleta, de
Vittorio De Sica, avisam ao mundo que existe um novo cinema na Itália, e
esse movimento influencia todo o cinema moderno de Fellini, Visconti,
Antonioni.

Renata Moniz nº21 9ºB
publicado por António Luís Catarino às 14:09
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1 comentário:
De Anónimo a 1 de Fevereiro de 2006 às 14:22
Cara Renata: já vi que gostas de cinema. Aliás, quem não gosta? O teu artigo está bom, porque nos dá pistas para, depois, andarmos às voltas com as nossas preferências e construirmos as nossas investigações sobre o mundo do cinema. Falas em personagens que dizem muito a nós todos. Falo, por exemplo de Chaplin, de Eisenstein, de Frtitz Lang. Particularmente, ou seja, cá para nós que ninguém nos lê!, acrescento o Orson Welles, Rossellini e Antonioni. Parabéns e continua sempre!António Luís Catarino
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(mailto:skamiaken@sapo.pt)

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