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Terça-feira, 13 de Junho de 2006

Stalin: progresso e terror, por José Francisco Sousa, 8ºA

 

            Josef Stalin (em russo, Иосиф Виссарионович Сталин, Ióssif Vissariónovitch Stálin) nasceu na cidadezinha georgiana de Gori, filho de uma costureira e de um sapateiro alcoólico. Stalin teve uma infância triste e violenta. Chegou a estudar em um colégio religioso de Tbilissi, capital georgiana, para satisfazer os anseios de sua mãe, que queria vê-lo seminarista. Mas logo acabou enveredando pelas actividades revolucionárias contra o regime czarista. Passou anos na prisão e, quando libertado, aliou-se a Vladimir Lenin e camaradas, que planeavam a Revolução Russa. Stalin chegou ao posto de Secretário-geral do Partido Comunista da União Soviética entre 1922 e 1953 e, por conseguinte, o chefe de Estado da URSS durante cerca de um quarto de século, transformando o país numa super potência.

 

            Antes da Revolução Russa de 1917, Stalin era uma figura menor no interior do partido – era conhecido como "Camarada Fichário" (Dovarich Koba), por seu apego ao trabalho burocrático –, mas teve uma ascensão rápida, tornando-se em Novembro de 1922 o Secretário-geral do Comité Central, um cargo que lhe deu bases para ascender aos mais altos poderes. Após a morte de Lenin, em 1924, tornou-se a figura dominante da política soviética – muito embora Lenin o considerasse inapto para um cargo de comando. Mas ele ignorava a astúcia de Stalin, cujo talento quase inigualável para a intriga e as alianças políticas lhe rendera tantos aliados quanto inimigos. Estes seriam tratados mais adiante.

 

A grande purga:

 

            Em 1928 iniciou um programa de industrialização intensiva e de colectivização da agricultura soviética, impondo uma grande reorganização social. Nos anos 30 consolidou a sua posição através de uma política de terror. Como arquitecto do sistema totalitário soviético, destruiu as liberdades individuais e criou uma poderosa estrutura militar e de policiamento. Mandou prender, deportar e executar opositores em massa, ao mesmo tempo que cultivava o culto da personalidade como arma ideológica.

 

            Desconfiando que as reformas económicas que implantara produziam descontentamento entre a população, Stalin dedicou-se, nos anos 30, a consolidar seu poder pessoal. Tratou de eliminar ou expulsar toda a oposição política. Se alguém lhe parecesse indesejável desse ponto de vista, ele encarregava-se de tramar contra o dissidente de diversas maneiras: difamando-o e desacreditando-o perante a opinião pública, ou simplesmente encobrindo seu assassinato com uma morte acidental. Foi o início de uma série de assassinatos e prisões que passou para a história como o "Grande Expurgo".

            Foram executados só nas primeiras semanas 60.000 latifundiários, sendo deportados para a Sibéria em menos de dois anos cerca de 1.800.000 proprietários e seus familiares. Na viagem, em vagões de comboios destinados a carregar gado, morria uma em cada três pessoas, vítimas de frio, fome, doença e agonia.

            Isto deu-se no período entre 1934 e 1937, no qual Stalin concedeu tratamento injusto a todos que tivessem a menor discordância em relação às suas directrizes de governo. Entre os alvos mais destacados dessa perseguição, estava o Exército Vermelho: metades de seus oficiais acima da patente de major foram eliminadas, inclusive treze dos quinze generais. Entre estes, Mikhail Tukhachevsky foi uma de suas mais famosas vítimas, sendo vítima de afirmações caluniosas baseadas em documentos forjados pelos SS alemães, numa tentativa de perturbar os oficias militares russos.

No total, foram mandadas para campos de concentração 6 milhões de pessoas, sendo executadas 681.692 pessoas, tanto no interior da URSS como no estrangeiro.

 

 O pacto "Ribbentrop-Molotov"

 

            Em 23 de Agosto de 1939, assinou com Hitler um pacto de não-agressão, que recebeu o nome dos Ministros do Exterior alemão e soviético. Stalin esperava ganhar tempo e reorganizar a força industrial-militar da qual a União Soviética não poderia prescindir com vistas a um confronto com a Alemanha Nazista, que para alguns sempre fora inevitável. E Hitler estava ansioso por evitar um confronto imediato com os soviéticos, pois naquele momento ocupar-se-ia de Grã-Bretanha e França. Mas a invasão da União Soviética pelas forças alemãs, em 1941, levou-o a aliar-se ao Reino Unido e aos Estados Unidos durante a Segunda Guerra Mundial. Sob a sua ferrenha direcção, o exército soviético conseguiu fazer recuar os invasores — não sem perdas humanas terríveis — e ocupar terras na Europa Oriental, contribuindo decisivamente para a derrota da Alemanha Nazista.

 

Com a sua esfera de influência alargada à metade oriental da Europa, Stalin foi uma personagem-chave do pós-guerra. Dominando países como a República Democrática Alemã, a Checoslováquia e a Roménia, estabeleceu a hegemonia soviética no Bloco de Leste e rivalizou com os Estados Unidos na liderança do mundo. Em 5 de Março de 1953, Stalin faleceu de hemorragia cerebral. Seu corpo ficaria exposto no mesmo salão que Lenin; até que Nikita Kruschev, revisionista das práticas stalinistas, enterrou-o fora dos muros do Kremlin, sendo um dos túmulos mais visitados ali.

 

            Agora questionem-se: porque é que nada nem ninguém fala do genocídio que ocorreu na ex-URSS? Porque é que nenhuma agência de Informação faz reportagens com vítimas desse grande assassinato em série? Porque é que todos os acontecimentos nos campos de concentração foram branqueados??? Porque é que ainda há partidos e activistas que apoiam estes ideais de opressão, injustiça e terror???

            Afinal, não era só Hitler quem espalhava o terror naquela época...

 

José Francisco Vidal de Sousa

8º A  nº17

 

Bibliografia:

pt.wikipedia.org

                    http://www.lepanto.com.br/EstComunis.html

publicado por António Luís Catarino às 10:37
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1 comentário:
De António Luís Catarino a 13 de Junho de 2006 às 10:59
José Francisco: parabéns pelo teu trabalho e pelas opiniões muito sólidas que tens sobre Estaline. Não sei se o extermínio nazi (não só de judeus, entenda-se) está suficientemente estudado pela História. Neste momento que escrevemos entre nós há historiadores que levam a cabo uma estratégia pensada de revisionismo histórico sobre a verdade do holocausto que põe em causa tudo o que aconteceu e que os americanos viram com os seus próprios olhos, quando chegaram, em 1945, aos campos de concentração nazis. Por causa disso suicidou-se um escritor judeu, Primo Levi, que depois de passar vários anos em Auschwitz não suportou essa «visão» da História.
Ora, com Estaline, a partir do XX Congresso do PCUS sabia-se dos seus crimes que foram denunciados a tempo, embora muita gerações de historiadores não acreditassem logo. Enfim, foi preciso mais um tempo até sabermos a real dimensão dos seus crimes que foram brutais. Mas há uma coisa que não referes e poucas pessoas sabem: ele próprio, Estaline, mandou matar 1 milhão de comunistas, ou seja, membros do seu próprio partido e dois terços (2/3!) do seu Comité Central. É obra! Estou plenamente convencido que Lenine escapou porque, na altura da primeira grande purga, já estava debilitado com o atentado que um estudante czarista lhe fez com uma bala envenenada. Bom, tudo isto teria muito para dizer, mas finalizo com uma tentiva de resposta às tuas questões finais: quis, para ilustrar este artigo, encontrar uma foto muito falada e publicada há uns anos (inclusive em alguns livros oficiais do 9º ano) com os membros do CC mortos por Estaline e que o rodeavam, antes de saberem a sua sorte. Etaline estava sorridente. Por mais que corresse a net, não a encontrei! Lá estranho é...
Um abraço.

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