.Julho 2006

Dom
Seg
Ter
Qua
Qui
Sex
Sab
1
2
3
4
5
6
7
8
9
10
11
12
13
14
15
16
17
18
19
20
21
22
23
24
25
26
28
29
30
31

.posts recentes

. Finalmente as férias e um...

. Vida e história de Jean-J...

. James Watt, por João Paul...

. A Conservação da Massa e ...

. René Descartes, por Ana P...

. A Passarola de Bartolomeu...

. Os Lolardos, por Rebeca B...

. A Revolução Francesa, por...

. As Guerras Religiosas do ...

. A Reforma Protestante e o...

.arquivos

. Julho 2006

. Junho 2006

. Maio 2006

. Abril 2006

. Março 2006

. Fevereiro 2006

. Janeiro 2006

. Dezembro 2005

. Novembro 2005

. Outubro 2005

.links

Um espaço para a História da Escola Secundária Aurélia de Sousa - Porto

.favorito

. E o homem com livros cont...

Segunda-feira, 1 de Maio de 2006

O Holocausto, por Rui Moreira, 10ºG

 

   A palavra holocausto, que em grego significa “todo queimado”, foi sempre utilizada para descrever rituais pagãos na antiguidade.

   Antes a II Guerra Mundial, designava grandes catástrofes e massacres. Após a Grande Guerra, passou a ilustrar o extermínio de milhões de judeus e de outros povos que eram considerados indesejados pelo regime de Adolf Hitler. O que agravava a situação destes povos era o facto de muitos deles serem comunistas, homossexuais, escravos, ciganos, o que os tornava ainda mais à margem da lei para o Chanceler.

   Todos estes povos sofriam nos campos de concentração, de acordo com os testemunhos deixados pelos próprios nazis (textos e fotografias). Muitos outros testemunhos, como espectadores, sobreviventes e perpetradores deixaram registos estatísticos que nos levam a concluir que cerca de 6 milhões de judeus foram mortos.

   Hoje em dia, alguns analistas, ao observarem os recentes acontecimentos no Médio Oriente entre os Estados Unidos e o Iraque, Irão e Afeganistão, pensam que a história se poderá repetir, contrariando uma grande voz da história em Portugal, José Hermano Saraiva, que afirma que a história não se repete. A História repete-se, mas de maneiras diferentes.

 

publicado por António Luís Catarino às 12:41
link do post | comentar | favorito
|

A Guerra do Ultramar e o 25 de Abril, por Jorge Silva, 8ºA

A Guerra do Ultramar, um dos precedentes para a revolução

Na sequência do golpe militar de 28 de Maio de 1926, foi implementado em Portugal um regime autoritário de inspiração fascista. Em 1933 o regime é remodelado, auto-denominado-se Estado Novo e Oliveira Salazar passou a controlar o país, não mais abandonando o poder até 1968, quando este lhe foi retirado por incapacidade, na sequência de uma queda em que sofreu lesões cerebrais. Foi substituído por Marcello Caetano que dirigiu o país até ser deposto no 25 de Abril de 1974.

Sob o governo do Estado Novo, Portugal foi sempre considerado uma ditadura, quer pela oposição, quer pelos observadores estrangeiros quer mesmo pelos próprios dirigentes do regime. Formalmente, existiam eleições, mas estas foram sempre contestadas pela oposição, que sempre acusaram o governo de fraude eleitoral e de desrespeito pelo dever de imparcialidade.

O Estado Novo possuía uma polícia política, a PIDE (Polícia Internacional e de Defesa do Estado), mais tarde DGS (Direcção-Geral de Segurança) e, no início, PVDE (Polícia de Vigilância e Defesa do Estado), que perseguia os opositores do regime. De acordo com a visão da história dos ideólogos do regime, o país manteve uma política baseada na manutenção das colónias do "Ultramar", ao contrário da maior parte dos países europeus que então desfaziam os seus impérios coloniais. Apesar da contestação nos fóruns mundiais, como na ONU, Portugal manteve uma política de força, tendo sido obrigado, a partir do início dos anos 60, a defender militarmente as colónias contra os grupos independentistas em Angola, Guiné e Moçambique.

Economicamente, o regime manteve uma política de condicionamento industrial que resultava no monopólio do mercado português por parte de alguns grupos industriais e financeiros (a acusação de plutocracia é frequente). O país permaneceu pobre até à década de 1960, o que estimulou a emigração. Nota-se, contudo, um certo desenvolvimento económico a partir desta década.

Preparação

A primeira reunião clandestina de capitães foi realizada em Bissau, em 21 de Agosto de 1973. Uma nova reunião, em 9 de Setembro de 1973 no Monte Sobral (Alcáçovas) dá origem ao Movimento das Forças Armadas. No dia 5 de Março de 1974 é aprovado o primeiro documento do movimento: "Os Militares, as Forças Armadas e a Nação". Este documento é posto a circular clandestinamente. No dia 14 de Março o governo demite os generais Spínola e Costa Gomes dos cargos de Vice-Chefe e Chefe de Estado-Maior General das Forças Armadas, alegadamente, por estes se terem recusado a participar numa cerimónia de apoio ao regime. No entanto, a verdadeira causa da expulsão dos dois Generais foi o facto do primeiro ter escrito, com a cobertura do segundo, um livro, "Portugal e o Futuro", no qual, pela primeira vez uma alta patente advogava a necessidade de uma solução política para as revoltas separatistas nas colónias e não uma solução militar. No dia 24 de Março a última reunião clandestina decide o derrube do regime pela força.

Movimentações militares durante a Revolução

No dia 24 de Abril de 1974, um grupo de militares comandados por Otelo Saraiva de Carvalho instalou secretamente o posto de comando do movimento golpista no quartel da Pontinha, em Lisboa.

Às 22h 55m é transmitida a canção ”E depois do Adeus”, de Paulo de Carvalho, pelos Emissores Associados de Lisboa. Este foi um dos sinais previamente combinados pelos golpistas e que espoletava a tomada de posições da primeira fase do golpe de estado.

O segundo sinal foi dado às 0h 20 m, quando foi transmitida a canção ”Grândola Vila Morena“ de José Afonso, pelo programa Limite da Rádio Renascença, que confirmava o golpe e marcava o início das operações. O locutor de serviço nessa emissão foi Leite de Vasconcelos, jornalista e poeta moçambicano.

O golpe militar do dia 25 de Abril teve a colaboração de vários regimentos militares que desenvolveram uma acção concertada.

No Norte, uma força do CICA 1 liderada pelo Tenente-Coronel Carlos Azeredo toma o Quartel-General da Região Militar do Porto. Estas forças são reforçadas por forças vindas de Lamego. Forças do BC9 de Viana do Castelo tomam o Aeroporto de Pedras Rubras. E forças do CIOE tomam a RTP e o RCP no Porto. O regime reagiu, e o ministro da Defesa ordenou a forças sedeadas em Braga para avançarem sobre o Porto, no que não foi obedecido, já que estas já tinham aderido ao golpe.

À Escola Prática de Cavalaria, que partiu de Santarém, coube o papel mais importante: a ocupação do Terreiro do Paço. As forças da Escola Prática de Cavalaria eram comandadas pelo então comandante Salgueiro Maia. O Terreiro do Paço foi ocupado às primeiras horas da manhã. Salgueiro Maia moveu, mais tarde, parte das suas forças para o Quartel do Carmo onde se encontrava o chefe do governo, Marcelo Caetano, que ao final do dia se rendeu, fazendo, contudo, a exigência de entregar o poder ao General António de Spínola, que não fazia parte do MFA, para que o "poder não caísse na rua". Marcelo Caetano partiu, depois, para a Madeira, rumo ao exílio no Brasil.

A revolução, apesar de ser frequentemente qualificada como "pacífica", resultou, contudo, na morte de 4 pessoas, quando elementos da polícia política dispararam sobre um grupo que se manifestava à porta das suas instalações na Rua Cardoso, em Lisboa.António Maria

[Cravo

O cravo tornou-se no símbolo da Revolução de Abril de 1974; Com o amanhecer as pessoas começaram a juntar-se nas ruas, apoiando os soldados revoltosos; alguém (existem várias versões, sobre quem terá sido, mas uma delas é que uma florista contratada para levar cravos para a abertura de um hotel, foi vista por um soldado que pôs um cravo na espingarda, e em seguida todos o fizeram), começou a distribuir cravos vermelhos pelos soldados que depressa os colocaram nos canos das espingardas.

OBS:  A meu ver esta revolução veio beneficiar o nosso  país pois assima de tudo deu-nos liberdade  de expressão o que é muito importante . Apesar de esta revolução ter sido pensada para ser pacífica sucederam-se algumas mortes, mas hoje vivemos num país democrático graças a esta revolução.

Jorge Silva

publicado por António Luís Catarino às 12:27
link do post | comentar | ver comentários (1) | favorito
|

Joana D'Arc, por Rebeca Marini, 8ºA

A França era um país curvado ao poderio inglês. Não era propriamente um país como hoje é conhecido. Constituía-se de vários feudos.

Em 1412 nasceu uma criança, que mais tarde se iria chamar Joana d’Arc (Jeanne d’Arc).

Filha de pobres lavradores, aprendeu a fiar a lã junto com sua mãe e guardava o rebanho de ovelhas. Teve três irmãos e uma irmã. Não aprendeu a ler, nem a escrever, pois muito cedo já trabalhava demasiado.

A aldeia era bastante afastada e as notícias da guerra demoravam a chegar. Finalmente, um dia, Joana d'Arc tomou conhecimento com os horrores da guerra, quando as tropas inglesas se aproximaram e toda a família precisou fugir e se esconder.

Aos 12 anos começou a ter visões. Era um dia de verão, ao meio-dia, Joana rezava no jardim próximo à sua casa, quando escutou uma voz que lhe dizia para ter confiança no Senhor. A figura que ela divisou, identificou como sendo a do arcanjo São Miguel. As duas mensageiras espirituais que o acompanhavam, como Catarina e Margarida, santas conforme a Igreja que ela frequentava.Eles lhe falam da situação do país e lhe revelam a missão. Ela deve ir em socorro do Delfim e coroá-lo rei de França.

Durante 4 anos , ela hesitou e a história de suas visões começou a se espalhar. Ao alvorecer de um dia de inverno, ela se levanta. Estava decidida. Preparou uma pequena bagagem, um embrulho, um bastão de viagem, murmura adeus aos seus pais e parte. Nunca mais aquela aldeia da Lorena a verá.

Ela travou muitas batalhas passando-se por um homem.Igreja, de conviver com homens nos campos de batalha, de manejar a espada, começaram a desconfiar de Joana.O objetivo era provar que Joana era uma enviada do demônio. Consequentemente, se desmoralizaria o rei Carlos VII.

Durante 6 meses ela é submetida a uma verdadeira tortura moral. Os interrogatórios são longos , cansativos. Quando finalmente, a execução se dá na praça central de Roeun, no dia 30 de maio de 1431. Seu cabelo foi raspado e, por temerem a reação do povo, 120 homens armados a escoltam até o local. Ela é atada a um poste e a fogueira é acesa. Quando as chamas a envolvem ela fala pela sua ultima vez: "Sim, minhas vozes eram de Deus! Minhas vozes não me enganaram."

Rebeca Marini

publicado por António Luís Catarino às 12:22
link do post | comentar | favorito
|

Os Cavaleiros Medievais, por Rita Ventura, 10ºG

 

           Os cavaleiros medievais.

 

            Cavaleiro era um homem nobre de nascimento que praticava a luta a cavalo. A lealdade e a coragem física e psicológica eram as principais virtudes de um cavaleiro.

            No início, para ser cavaleiro bastava possuir um cavalo e uma espada. Em troca de serviço militar, o cavaleiro recebia seu feudo (terra), onde erguia uma fortaleza bastante primitiva. Pouco a pouco, porém, todo cavaleiro ficou obrigado a defender até a morte seu senhor feudal, sua fé em Deus e a honra de sua dama.

 

A aprendizagem          

             O jovem nobre iniciava a aprendizagem aos sete anos, servindo como pajem em casa de um senhor, onde aprendia equitação e o manejo das armas. Aos quatorze anos esses jovens exerciam junto a seu protector a função de criado doméstico e auxiliar de armas servindo à mesa, acompanhando-o à caça, participando de seus divertimentos, aprendendo as virtudes do homem do mundo. Ocupando-se de seus cavalos, limpando as armas e, mais tarde, seguindo-o nos torneios e nos campos de batalha, adquirindo os conhecimentos do homem de guerra. A partir do dia em que passam a exercer estas últimas funções até o momento da ordenação como cavaleiro, possuem o título de escudeiro. Aqueles que, por falta de sorte, mérito e/ou ocasião não conseguem alcançar ordenação, guardarão este título por toda a vida, pois é apenas após a ordenação e a entrega do equipamento que se pode alardear o título de cavaleiro. Para ficar forte, tomava parte em corridas, em lutas livres e praticava esgrima. Para se preparar para torneios e combates, aprendia a "correr a quintana": tratava-se de galopar em grande velocidade em direcção a um boneco de madeira e cravar-lhe a lança entre os olhos. O boneco estava munido de um pau e montado sobre um parafuso. Quem não o atingia bem com a lança apanhava com o pau nas costas. Depois do tempo de aprendizagem, se o jovem fosse considerado preparado e digno, estava pronto para ser armado cavaleiro. Regra geral, a cerimónia em que o jovem ”rodear a espada” era celebrada pelo senhor junto de quem o novo cavaleiro tinha passado seus anos de aprendizagem.

 

                                      Os 10 mandamentos de um cavaleiro.

 I- Acreditarás em tudo o que a Igreja ensina e observarás todos os seus mandamentos.

II- Protegerás a Igreja.

III- Defenderás todos os fracos.

IV- Amarás o país onde nasceste.

V- Jamais retrocederás ante o inimigo.

VI- Farás guerra aos infiéis até exterminá-los.

VII- Cumprirás com teus deveres feudais, se estes não forem contrários à lei de Deus.

VIII- Nunca mentirás e serás fiel à palavra empenhada.

IX- Serás liberal e generoso com todos.

X- Serás o defensor do direito e do bem, contra a injustiça e contra o mal. 

Os instrumentos

Cota de malha; túnica metálica feita de pequenos anéis de ferro/ aço vestida como uma camisa que se cola ao corpo com a ajuda de um cinturão. Chega até aos joelhos e é aberta na frente e a atrás para facilitar o cavaleiro a subir para o cavalo.

Elmo; o elmo tem a função de capacete, proteger a cabeça do cavaleiro. Com o passar das épocas e do tempo o elmo foi se modificando protegendo totalmente a cabeça só ficando ma abertura para o cavaleiro respirar e poder ver.

Escudo; o escudo tem a forma de uma grande amêndoa que se curva ao longo de seu eixo vertical, e termina numa ponta que possibilita fixá-lo no chão e utilizá-lo como abrigo. As dimensões são de fato consideráveis: cerca de um metro e meio de altura e setenta centímetros de largura, cobre inteiramente o combatente, do queixo ao dedo dos pés, servindo como maca após a batalha. A parte exterior é de couro ou algum tecido nobre, pode ser pintada com figuras que representam o cavaleiro. No caso dos Cruzados, utilizava-se uma cruz pintada em vermelho sobre o branco.

Espada; a espada é a arma do cavaleiro por primazia. É composta pela lâmina, pelo punho e pelo botão do punho.

Lança; esta arma é considerada uma arma de estocada (espadada). Tem cerca de dois metros de comprimento e pesa dois quilos, o que impede que seja arremessada.

publicado por António Luís Catarino às 12:06
link do post | comentar | favorito
|

.favorito

. E o homem com livros cont...

.links

.subscrever feeds