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Domingo, 28 de Maio de 2006

Sobre Erasmo, por Francisca Ferreira, 10ºG

Desiderius Erasmus Roterodamus, conhecido como Erasmo de Roterdão, Erasmo de Roterdan ou Erasmo de Roterdã, (nascido provavelmente a 27 de Outubro de 1466 em Geert Geertsen, Roterdão, Holanda do Sul, Países Baixos, falecido a 12 de Julho de 1536 em Basileia) foi um teólogo e um humanista neerlandês.

A informação sobre a sua família e sobre a sua juventude é vagamente referida nos seus escritos. Ele era provavelmente filho ilegítimo. O seu pai foi um padre chamado Gerard. Pouco se sabe sobre a sua mãe para além do nome: Margarete. Após a morte dos pais a sua educação ficou a cargo de um grupo de monges, foi uma educação exemplar, a melhor possível a um jovem do seu tempo.

Realizou os votos monásticos aos 25 anos, aproximadamente. Contudo, diz-se que nunca viveu como tal, sendo inclusive um grande crítico da vida monástica e das características que julgava negativas na Igreja.

Frequentou o Collège Montaigu em Paris e continuou os seus estudos na Universidade de Paris, então o principal centro da escolástica, apesar da influência crescente do Renascimento da cultura clássica, que chegava de Itália. Erasmo optou por uma vida de académico independente, independente de país, independente de laços académicos, de lealdade religiosa, e de tudo que pudesse interferir com a sua liberdade intelectual e a sua expressão literária.

Os principais centros da sua actividade foram Paris, Louvain, Inglaterra e Basiléia. No entanto, nunca pertenceu firmemente a nenhum destes sítios. O seu tempo em Inglaterra foi frutuoso, tendo feito amizades para a vida com os líderes ingleses, mesmo nos dias tumultuosos do rei Henrique VIII: John Colet, Thomas More, Thomas Linacre e Willian Grocyn. Na Universidade de Cambridge foi o professor da divindade de Lady Margaret e teve a opção de passar o resto de sua vida como professor de inglês. Ele esteve no Queens' College, em Cambridge e é possível que tenha sido alumnus.

Foram-lhe oferecidas várias posições de honra e proveito através do mundo académico, mas ele declinou-as todas, preferindo a incerteza, tendo no entanto receitas suficientes da sua actividade literária independente.

A produtividade literária de Erasmo começou relativamente tarde na sua vida. Apenas quando ele dominou o Latim é que começou a escrever sobre grandes temas contemporâneos em Literatura e em Religião.

A sua revolta contra as formas de vida da igreja não resultou tanto de dúvidas quanto à verdade da doutrina tradicional, nem de alguma hostilidade para com a organização da Igreja. Sentiu antes a necessidade de aplicar os seus conhecimentos na purificação da doutrina e na liberalização das instituições do cristianismo.

 A sua convicção em toda a vida foi que o que era necessário para regenerar a Europa era uma aprendizagem sã, aplicada liberalmente e sem receios pela administração de assuntos públicos da Igreja e do Estado. Esta convicção confere unidade e consistência a uma vida que, de outra forma, pode parecer plena de contradições. Erasmo viu-se livre e distante de quaisquer obrigações comprometedoras; no entanto Erasmo foi, num sentido singularmente verdadeiro, o centro do movimento literário do seu tempo.

Em toda a sua crítica às tolices clericais e aos abusos, ele tinha sempre afirmado que não estava a atacar as instituições da Igreja em si e não era um inimigo do clero. O mundo inteiro tinha rido com as suas sátiras, mas poucos interferiram com as suas actividades. Ele acreditava que o seu trabalho até então o recomendava às melhores mentes e aos poderes dominantes no mundo religioso.

Os males que ele combateu foram os de forma ou foram males de um tipo curável apenas por uma longa e lenta regeneração na moral e vida espiritual na Europa. O programa da "Reforma de Erasmo" era de usar a aprendizagem para remover os piores excessos. No entanto, falhou em oferecer qualquer método tangível para aplicar os seus princípios ao sistema da Igreja existente.

A sua obra mais conhecida, "Praise of Folly" ("Elogio da Loucura"), foi dedicada ao seu amigo Sir Thomas More. Em 1536 ele escreveu "De puritate ecclesiae christianae", na qual ele tentou reconciliar os diferentes partidos. Muito dos seus escritos apelam a uma grande audiência e lidam com assuntos do interesse humano geral; ele parece ter considerado estes como uma diversão, uma actividade de lazer. Os seus escritos mais sérios começaram cedo com a "Enchiridion Militis Christiani" , o "Manual (ou adaga) do cavalheiro cristão" (1503). Nesta breve obra, Erasmo esquematiza as perspectivas da vida cristã normal, uma tarefa que se lhe tornaria constante na sua vida.

Os seus últimos anos de vida foram ofuscados por controvérsias amargas com pessoas para quem ele seria normalmente simpático.

Erasmo deixou de residir em Basileia quando se tornou oficialmente "reformada, onde tendo-se mudado para a cidade imperial de "Freiburg im Breisgau".

A sua actividade literária permaneceu inabalada, maioritariamente na composição religiosa e didáctica. A obra mais importante deste último período é a "Ecclesiastes", ou "Pregador do Evangelho" (Basiléia, 1535), na qual ele aponta a função de pregador como o serviço mais importante do padre cristão, uma ênfase protestante. O seu pequeno tratado de 1533, "Preparação para a Morte", no qual ele coloca ênfase na importância de uma boa vida como condição essencial para uma morte feliz, mostra outra tendência.

Erasmo retornou a Basiléia, a sua casa mais feliz, em 1535, após ausência de seis anos. Lá, de novo entre o grupo de académicos protestante que eram seus amigos de longa data, e sem ter qualquer contacto que seja conhecido com a Igreja Católica Romana, Erasmo faleceu. Durante a sua vida, as autoridades da Igreja Católica nunca o tinham chamado a justificar as suas opiniões. Os ataques à sua pessoa foram de pessoas privadas, e os seus protectores tinham sido pessoas em altas posições. Após a sua morte, como reacção da Igreja Católica Romana, os seus escritos viriam a ser colocados no Index dos livros proibidos.

A popularidade extraordinária dos seus livros fica patente pelo número de edições e traduções que surgiram desde o século XVI, e no interesse permanente que é suscitado pela sua personalidade esquiva mas fascinante. Grandes nomes da era clássica e dos pais da igreja foram traduzidos, editados ou comentados por Erasmo, incluindo Santo Ambrósio de Milão, Aristóteles, Santo Agostinho, São Basílio, São João Crisóstomo, Cícero, e Santo Jerónimo.

Seu principal livro foi "Elogio da Loucura".Este, como todos os seus livros, foi publicado em Latim, mas as suas obras eram imediatamente traduzidas noutras línguas, com o seu encorajamento.

Erasmo foi uma referência para todos o que procuravam o ideal de Cristianismo Primitivo e pureza original.

publicado por António Luís Catarino às 17:45
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Lisboa de Quinhentos, por Diana Alves, 10ºG

Lisboa transformou-se nos primeiros anos de quinhentos, na maior metrópole comercial do mundo. Tinha comunicação entre a Europa, a África, a Ásia, e a América. O seu porto era o local de concentração de navios com tripulações de armadas, soldados, missionários, mercadores e aventureiros.

Esta metrópole abarrotava de produtos únicos o que atraía outros povos, mercadores principalmente, que despovoavam os seus reinos para se fixarem em Portugal; vinham para Lisboa em busca de emprego pois aqui devido a sua grande ligação com o comércio, o emprego era fácil e lucrativo para os comerciantes. Em suma a agricultura e a indústria artesanal foram postas de parte para se aplicarem na construção naval o que tornava o comércio mais forte.

Mas a riqueza desta não consistia só em mercadorias estrangeiras, a casa da índia guardava também muitos informações geográficas astronómicas e cartográficas.

A partir do século XVI passou a ser uma metrópole politica e nela se instala a alta administração do ultra mar.

O dinamismo demográfico de Lisboa sofreu uma grande evolução devido a reconstrução de estradas e novas avenidas por D. Manuel o que fez com que a sua população aumentasse para o dobro. Lisboa assim como Sevilha era uma cidade cosmo política porque acolhia variadas gentes devido a sua riqueza. Era nesta época uma das cabeças do império colonial da Europa moderna.

Apesar da sua riqueza é também de destacar que existia tal como em Sevilha uma grande mendicidade devido aos assaltos, roubos e à abstenção ao trabalho.

publicado por António Luís Catarino às 17:22
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Domingo, 14 de Maio de 2006

Aristides Sousa Mendes, por Sofia Marques, 9ºB

 

«Quem salva uma vida é como se salvasse o mundo inteiro»

Aristides nasceu em Cabanas de Viriato, pequena vila do distrito de Viseu em 1885 e pertencia a uma família católica, conservadora e monárquica sendo mesmo o seu pai, membro do supremo tribunal.

Licenciou-se em direito ( como o seu irmão gémeo ) optando por uma carreira diplomática ( ao contrário do pai ) na Universidade de Coimbra.

Aristides instala-se em Lisboa em 1907 e ocupará deste modo diversas delegações consulares portuguesas pelo mundo fora: Zanzibar, Brasil, Estados Unidos da América.

Em 1929 é nomeado Cônsul-geral em Antuérpia, cargo que ocupa até 1938. O seu empenho na promoção da imagem de Portugal não passa despercebido. É muito bem condecorado por duas vezes por Leopoldo III, rei da Bélgica. Depois de quase 10 anos de serviço na Bélgica, Salazar, presidente do Conselho e ministro dos negócios estrangeiros, nomeia Sousa Mendes cônsul em Bordéus, França um lugar pouco atractivo. Em 1940, com 55 anos, ele aproxima-se do fim da sua carreira e é pai de 14 filhos.

 Começa a Segunda Guerra Mundial, e as tropas de Adolf Hitler avançam rapidamente sobre a França e Salazar manteve a neutralidade de Portugal. Salazar ordena aos cônsules portugueses espalhados pelo mundo que recusem conferir vistos sem que cada processo fosse individualmente analisado em Portugal. Em 1940, o governo francês refugiou-se temporariamente na cidade, fugindo de Paris antes da chegada das tropas alemãs. Dezenas de milhar de refugiados que fogem do avanço Nazi dirigiram-se a Bordéus. Muitos reúnem-se em frente à embaixada crentes na compaixão do Cônsul desejando obter um viso de entrada para Portugal ou para os Estados Unidos. Este não resiste e decide desobedecer a ordens de Salazar e ele, com filhos e o sobrinho escrevem à mão cerca de 30.000 vistos com todas as folhas de papel disponíveis para salvar o máximo possível de refugiados das mãos nazis. Cita-se esta frase dita por ele: "Tenho de salvar estas pessoas, quantas eu puder. Se estou desobedecendo ordens, prefiro estar com Deus e contra os homens, que com os homens contra Deus

Este seu feito viera-lhe a custar bem caro pois o resultado dessa magnífica ação foi ele ser chamado a Lisboa em desgraça, mas no caminho parou em Bayonne e escreveu mais vistos à mão, salvando assim outros mil refugiados. Quando chegou a Lisboa foi privado, Sousa Mendes, pai de uma família numerosa, do seu emprego diplomático por um ano, o seu salário é reduzido para metade antes de ser enviado para a reforma. Para além disso, Sousa Mendes perde o direito de exercer a profissão de advogado. A sua licença de condução, emitida no estrangeiro, é-lhe retirada.

O cônsul demitido e sua família sobrevivem graças à solidariedade da comunidade judaica de Lisboa, que facilitou a alguns dos seus filhos os estudos nos Estados Unidos. Dois dos seus filhos participaram no Desembarque da Normandia. Ele frequentou, juntamente com os seus familiares a cantina da assistência judaica internacional, onde fez impressão pelas suas ricas vestimentas e sua presença. Certo dia, teve de confirmar: "Nós também, nós somos refugiados".

 A sua miséria será ainda maior: venda dos bens, morte de sua esposa em 1948, emigração dos seus filhos, com uma excepção.

Aristides de Sousa Mendes faleceu muito pobre a 3 de Abril de 1954 no hospital dos franciscanos em Lisboa. Não possuindo um fato próprio, foi enterrado numa túnica de franciscanos. Morreu sem dinheiro e na desgraça. 

Homenagem póstuma

Em 1967, em Nova Iorque, o Yad Vashem, organização judaica para a recordação dos mártires e heróis do Holocausto em Israel, homenageia Aristides de Sousa Mendes com a sua mais alta distinção: uma medalha comemorativa com a inscrição do Talmud: "Quem salva uma vida humana é como se salvasse um mundo inteiro". A Censura salazarista impede que a imprensa portuguesa noticie o acontecimento.

Em Portugal, o caso "Sousa Mendes" só vem a público em 1976 com um artigo de Antônio Colaço no Diário Popular. Tema retomado em 1979 por Antônio Carvalho num outro artigo em A Capital.

Ainda em 1979 o Presidente Mário Soares concede, a título póstumo, a Ordem da Liberdade a Aristides de Sousa Mendes.

Em 1988, depois de muitas resistências do Antigamente infiltrado no Abril, a Assembleia da República e o Governo português, pressionados pelos filhos de Sousa Mendes e pelos americanos (entre estes o congressista Tony Coelho), finalmente procedem à reabilitação do Cônsul.

Hoje continuamos a precisar de "Aristídes", que lutam por um mundo melhor e mais justo para todos. Parafraseando o Talmud no monumento de Yad Vashem:

"Quem salva uma vida humana é como se salvasse um mundo inteiro".

Sofia Marques, nº25

9ºB 11.05.2006

Bibliografia:

http://www.uc.pt/iej/alunos/1998-99/asm/bografa.htm

http://www.chabad.org.br/biblioteca/artigos/Aristides/home.html

http://pt.wikipedia.org/wiki/Aristides_de_Sousa_Mendes

publicado por António Luís Catarino às 14:52
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Quinta-feira, 11 de Maio de 2006

D. João V. por Carlos Maia Neto, 8ºA


       Monarca português, vigésimo quarto rei de Portugal, o seu reinado,
que durou de 1707 até à sua morte em 1750, foi um dos mais longos da
História portuguesa. Nasceu a 22 de Outubro de 1689, filho de              
D. Pedro II e de D. Maria Sofia de Neuburgo, e foi aclamado rei a 1 de
Janeiro de 1707. Casou a 9 de Julho de 1708 com D. Maria Ana da Áustria,
irmã do imperador austríaco Carlos III.
     D. João V seguiu uma política de neutralidade em relação aos conflitos
europeus mas empenhou-se fortemente na defesa dos interesses portugueses no
comércio ultramarino, de que foi exemplo o Tratado de Utreque (1714), em que
a França e a Espanha reconheceram a soberania portuguesa sobre o Brasil.
Esta neutralidade foi possível devido à riqueza do reino proveniente da
exploração das minas de ouro brasileiras. D. João V pretendeu, à semelhança
dos outros monarcas europeus, imitar Luís XIV. Defensor do absolutismo, não
reuniu as Cortes uma única vez durante o seu reinado. Teve como principal
ministro e homem de confiança o cardeal Mota.
      Devido às grandes obras que promoveu no campo da arte, da literatura e
da ciência, ficou conhecido por "o Magnânimo". Na cultura merecem referência
especial a Real Academia Portuguesa de História, fundada em 1722, e a
introdução da ópera italiana, em 1731. D. João V desenvolveu ainda as artes
menores (talha, azulejo e ourivesaria) e as artes maiores através de vários
pintores e escultores que se deslocaram de Itália para trabalhar em Lisboa e
Mafra. O Palácio-Convento de Mafra, mandado construir como forma de
agradecer o nascimento do seu primeiro filho varão, e o Aqueduto das Águas
Livres são dois exemplos de obras públicas de grande imponência. Deu nome a
um período da história da arte portuguesa designado Barroco Joanino.

Carlos Maia Neto 8º A nº3

publicado por António Luís Catarino às 19:59
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Segunda-feira, 1 de Maio de 2006

Estudo on-line para o 9º Ano. A II Guerra Mundial.

Para os alunos do 9º Ano, a braços com os próximos testes sobre a II Guerra Mundial, encontrei uns sites que podem (e devem) consultar, sem que deixe de recordar que os métodos tradicionais de estudo ainda são os mais fiáveis, não é verdade? Então aí vai:

http://www.worldwar-two.net/  e  http://pt.wikipedia.org/wiki/II_Guerra_Mundial

Boas pesquisas e estudem!

ALC

publicado por António Luís Catarino às 23:15
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O fresco «A Escola de Atenas» de Rafaello Sanzio, por Inês Viegas, 10ºG

Para ver melhor, clicar em cima do quadro.

Se bem se lembram, a Inês Viegas - que faz anos hoje, 2 de Maio, e com muitos parabéns de todo o blogue! - quando editou um artigo sobre Aristóteles e Platão, fê-lo, socorrendo-se de uma pintura de Rafaello Sanzio onde estes filósofos se encontram precisamente no seu centro. Daí, ter editado um pormenor do quadro que os destacasse e não o seu quadro completo que se chama «A Escola de Atenas». Hoje, a Inês, traz-nos não só o quadro tal como ele é, mas dá-nos ainda alguns «segredos» de figuras que estão lá expostas. A ver com cuidado, portanto.

ALC 

Na minha opinião, nenhuma outra época foi tão influente como o Renascimento. As obras de Rafael (1483-1520) ,um dos mais importantes génios do movimento cultural dos séculos XV e XVI, (bem como Miguel Ângelo; da Vinci; Bellini...)inspiraram e “ilustraram” o mundo durante cerca de 500 anos.  

 Salienta-se entre os seus trabalhos, a meu ver, o fresco “A Escola de Atenas”. Pintado a convite do Papa Júlio II, decora uma das paredes das salas do Vaticano - as Stanze. Em Stanze Rafael demonstrou o esplendor da harmonia da composição e da cor e a sua mestria soberba na procura da combinação entre fé e razão, divindade e beleza.

O tema de ”A Escola de Atenas”, que se encontra frente a outra pintura cujo assunto é a teologia (“A Disputa do Sacramento”), é o triunfo da verdade intelectual ou racional, da sabedoria e do conhecimento. Rafael presta uma homenagem monumental e alguns dos grandes sábios da Antiguidade.

Descrevendo esta pintura:

  • A disputa de Platão e Aristóteles (no centro da imagem), expressa a dialéctica espiritualismo/pragmatismo, contrapondo o filósofo do idealismo ao filósofo do realismo. Nota-se, ainda, que Platão está a apontar para o céu e Aristóteles para a terra;
  • À esquerda, no plano superior, reconhece-se Sócrates a trocar impressões com os seus discípulos;
  • À esquerda, em baixo, Pitágoras (a quem um jovem entrega uma ardósia) está representado a trabalhar com um livro, uma caneta e um tinteiro;
  • Junto a Pitágoras, apoiado num bloco de mármore, encontra-se Heraclito, uma figura isolada;
  • À direita, podemos ver Euclides a inclinar-se sobre uma lousa e Ptolomeu a segurar o globo terrestre;
  • Nos degraus, estende-se Diógenes, que pertenceu à seita filosófica dos cínicos, encarando a felicidade como o único bem;
  • Nos recantos laterais estão as estátuas de Atena (deusa da Sabedoria) e de Apolo (deus do Conhecimento).

Inês Viegas, 10ºG

publicado por António Luís Catarino às 12:45
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Mircea Eliade, por Rui Moreira, 10ºG

Mircea Eliade 

   Considerado o maior especialista em História e Filosofia das religiões, Mircea Eliade, nascido em Bucareste (Roménia) em 1907, formou-se em Filosofia na Universidade de Bucareste.

   Até 1944 percorreu Roma, como professor, Calcutá, Londres, Paris, chegando nesta data a Lisboa.

   Depois da II Guerra Mundial, trabalhou nas delegações romenas em Portugal e no Reino Unido. Após ter sido recusada a sua entrada na Roménia Comunista, foi para Chicago, onde chefiou o Departamento de Religião da Universidade de Chicago. Foi morto em 1986.

   Ficou conhecido pelas suas grandes obras tais como: “O sagrado e o Profano”, “O Ioga” e “Imortalidade e Liberdade”.

   Esta é uma curta maneira de prestar tributo a um grande pensador e historiador.

publicado por António Luís Catarino às 12:43
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