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Terça-feira, 21 de Fevereiro de 2006

O GUANLONG, AVÔ DO T-REX, por Bruno Santos, 8ºC

4217a.jpg

Características
Nome: Guanlong
Significado: Dragão com crista
Dimensões: 3m de comprimento
Alimentação: Carnívoro
Viveu: Há cerca de 160 milhões de anos


É famoso em todo o mundo e um dos mais estudados, mas nem por isso o Tyrannosaurus Rex sabe muito bem, por assim dizer, quem são os seus antepassados. A situação pode ter mudado com a descoberta de um novo dinossauro na China, com 160 milhões de anos. A equipa de Xing Xu, do Instituto de Paleontologia de Vertebrados e Paleoantropologia de Pequim, diz que este dinossauro é o antepassado mais primitivo do grupo dos tiranossauros.
Este dinossauro foi encontrado pelos cientistas em 2002, numa jazida perto da localidade de Wucaiwan, na província de Xinjiang, no Nordeste da China. Daliretiraram dois exemplares, relativamente completos, deste dinossauro, que é de uma espécie e de um género novos para a ciência.
Decidiram chamar-lhe, cientificamente, Guanlong wucaii. Em mandarim, o nome do género significa “crista”(guan) e “dragão”(long), enquanto o nome específico, wucaii, quer dizer “cinco cores”, numa alusão às rochas coloridas onde foi descoberto.

Avô do T-Rex

O dragão com crista, do período do Jurássico Superior, era um predador relativamente pequeno, com três metros de comprimento. Cerca de 70 milhões de anos depois, T-Rex teria 12 metros, além de ser dono de uns dentes serrilhados, com 15 centímetros de comprimento, dignos de meter medo a qualquer presa.
Numa ilustração científica, que procura reconstituir o aspecto do novo dinossauro com rigor da ciência, o Guanlong wucaii também não tem uns dentes menos assustadores.
À volta das origens familiares do T-Rex e de outros tiranossaurídeos tem havido uma certa confusão, pelo facto de os seus ossos apresentarem características únicas adquiridas durante a sua evolução, que obscurecem os antepassados, explica Thomas Holtz Jr, da Universidade de Maryland (Estados Unidos), num comentário ao artigo da equipa de Xing.
Durante grande parte do séc. XX, considerou-se que dinossauros como o T-Rex, Allosaurus e Albertosaurus eram os últimos descendentes dos carnossauros (que viveram nos períodos do Jurássico e Cretácico Inferior).
Mas, nos anos 90, surgiu uma hipótese alternativa, segundo a qual descendiam dos celulossauros, grupo de animais pequenos e ágeis.
Mas enquanto os membros mais antigos da linhagem que levou aos tiranossaurídeos permanecessem desconhecidos, a questão dos seus antepassados continuaria em aberto.
O Guanlong wucaii é um desses membros mais antigos que a equipa de Xing teve a sorte de descobrir, e que ajudou a resolver o mistério do avô do T-Rex.
Para tal, os cientistas compararam a morfologia dos ossos dos tiranossaurídeos com os do novo dinossauro, muito mais primitivo.
Na comparação, os cientistas viram que o Guanlong wucaii combina características dos tiranossaurídeos com outras mais primitivas, mostrando assim que o T-Rex viria a descender deste dinossauro.
Estava encontrado o avô do tiranossauro, que pertence ao grupo dos celurossauros. Era já um predador feroz.

A estranha crista

O aspecto que mais encantou os cientistas foi uma crista óssea na cabeça, um dos elementos inspiradores do nome. Dizem que tem um ar elaborado e, ao mesmo tempo, frágil.
Esta crista não encaixa muito bem no ar feroz deste dinossauro, nem ainda os cientistas percebem completamente para que servia. Nunca tinham visto tal coisa neste grupo de dinossauros. Parece paradoxal que um predador como este tivesse uma crista tão delicada, diz a equipa de Xing no seu artigo científico, assinado também por cientistas dos Estados Unidos e do Canadá. Talvez servisse de adorno sexual, para chamar a atenção dos parceiros, e não tanto como uma arma.
publicado por António Luís Catarino às 12:58
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Sábado, 18 de Fevereiro de 2006

NOÇÕES GERAIS SOBRE METODOLOGIA E PRÁTICA HISTÓRICA.

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1. Apontamentos.
O caderno de apontamentos é um sistema mais velho do que o próprio papel, e por isso não é claramente a última maravilha da técnica moderna, mas é ainda muito útil, sobretudo se for utilizado para criar fichas.

O caderno tanto serve para transcrever passagens de livros ou artigos de revistas, como para tirar apontamentos das aulas.

Deve-se ter em conta algumas regras para se aproveitar ao máximo o caderno de apontamentos.

1) Escrever unicamente na página direita e de um só lado da folha. A página da esquerda fica livre para pequenos apontamentos pessoais. A folha deve ter uma linha vertical com um mínimo de três centímetros da margem direita, mas pode ser a meio da página.

2) Usar, sempre que possível, cadernos com lombada em vez dos com espirais, porque permitem arrumar os cadernos como livros nas estantes, podendo ser encontrados por leitura da lombada. Quando se não encontrar cadernos nestas condições, há métodos de criar cadernos com lombadas, como sejam a encadernação a quente de folhas soltas, ou a junção das folhas soltas por meio de «baguetes», que as há tanto com bordo redondo como com bordo direito.

3) O utilizar cadernos pautados, quadriculados ou lisos, é uma questão de gosto. Os cadernos pautados tendem a ser os mais limpos, porque obrigam a uma maior disciplina de escrita, e não são bons para serem desenhados. Os cadernos de folhas lisas são mais arejados mas, sobretudo para os estudantes, tem tendência a serem profusamente "ilustrados" e as notas estão longe se ser escritas em linhas rectas e paralelas ! Os quadriculados servem para tudo.

4) Quando se está a tirar notas das aulas, devemo-nos lembrar que não estamos a tirar um curso de estenografia, mas a tentar apreender o que o professor tem para nos dizer, sobre a matéria que está a ser dada na aula. Isto é, o fundamental não é escrever TUDO o que o professor diz, mas O ESSENCIAL do que o professor disse. Aqui está a dificuldade.

As notas não deve ser tiradas escrevendo continuamente. Devem ser escritas em secções curtas, e deixando espaços entre eles para se poder escrever neles mais tarde, completando coisas que nos escaparam e que mais tarde nos lembramos, seja porque o professor falou novamente no assunto, na própria aula ou numa posterior, ou pelo nosso próprio estudo. Podem servir para se dar títulos às secções - de acordo com os sumários das aulas, por exemplo. Se, quando se reler as notas, houver dúvidas, é preciso acabar com elas rapidamente, pedindo ao professor, na aula seguinte, para explicitar o que afirmou e que se não percebeu, ou se transcreveu mal. O professor não fará mais que a obrigação dele, e possivelmente fica-se a compreender de vez o ponto abordado ! Isto implica uma leitura dos apontamentos antes da aula seguinte.

5) Deve-se reescrever os apontamentos o menos possível, porque é tempo muitas vezes mal gasto. Para isso é que é bom ter o caderno dividido em duas partes iguais. A divisão permite completar, na coluna da direita, o que se escreveu na coluna da esquerda, devido ao estudo, assim como para melhorar o que se escreveu, etc.

6) Quando se está a copiar um livro ou um artigo, deve-se começar por fazer a ficha bibliográfica no começo da cópia. Deve-se evitar as transcrições demasiado longas, sendo preferível resumos ou mesmo sínteses, mas tudo depende do que se pretende com a leitura. As reflexões pessoais são importantes, mesmo que nos possam fazer corar uns anos mais tarde !

É essencial separar as transcrições das paráfrases e das notas pessoais. As transcrições devem estar escritas entre «aspas». As anotações pessoais entre [ parênteses rectos ]. Se, quando se está a escrever o trabalho, houver alguma espécie de dúvida sobre o que é transcrição e o que é nota, então a ficha não serviu para nada porque, para a utilizar, tem que se confirmar o que se escreveu nela confrontando com o original. E se não se puder confirmar ...? (v. Fichas de Leitura)

7) Deixem 2 a 4 folhas livres no princípio do caderno para criar um índice, enquanto se vai tirando os apontamentos, e numerem as folhas frontais (ou da direita). Os números serão xf (x = nº da folha, f de frente) e xv (x = nº, v de verso).

Fonte:
Adelino Torres
O Método no Estudo
Lisboa, A Regra do Jogo, 1980
publicado por António Luís Catarino às 15:23
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Sábado, 11 de Fevereiro de 2006

ÁLVARO CUNHAL, um contributo para a História contemporânea, por Rui Moreira, 10ºG

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Álvaro Cunhal

Um dos maiores políticos contemporâneos, Álvaro Barreirinhas Cunhal, filho de Avelino Cunhal e Mercedes Cunhal, nasceu na freguesia da Sé Nova em Coimbra, no dia 10 de Novembro de 1913.
A sua infância foi vivida em Seia, terra de seu pai, com os seus irmãos António José e Maria Mansuenta, que viriam a falecer em 1933 e 1921, respectivamente, vítimas de tuberculose.
Ao completar os seus onze anos, mudou-se com a sua família para Lisboa, onde completou os seus estudos secundários na escola Pedro Nunes e mais tarde no Liceu Camões.
Em 1931, com dezassete anos, ingressou na Faculdade de Direito de Lisboa, onde iniciou a sua actividade política, filiando-se também ao Partido Comunista Português, à Liga dos Amigos da URSS e ao Socorro Vermelho Internacional. Já em 1934, tornou-se representante dos estudantes de Lisboa no Senado Universitário, e um ano mais tarde, nomeado Secretário-geral da Juventude Comunista.
Em Junho de 1937, é preso pela primeira vez por razões políticas, temporariamente, depois esteve preso desde 1949 até 1960, na prisão de Peniche, de onde se conseguiu evadir.
Na década de trinta, conta-se com algumas obras suas, tais como “Avante” e “Militante”, dedicadas ao Partido Comunista.
Em 1960, é enviado para Moscovo, pelo PCP, e posteriormente, para Paris, dada a sua clandestinidade em Portugal. Regressa em 30 de Abril de 1974. A partir daí, assumiu uma série de governos provisórios, até ser eleito para a Assembleia Constituinte, afastando-se de Secretário-geral do PCP. Mais tarde, é nomeado para a Assembleia da República. Voltou a assumir o cargo de Secretário do PCP, que abandonou definitivamente em 1992, assumindo-se um romancista e esteta, escrevendo ainda livros como “Até amanh㔠e “Cinco Noites”, e fazendo “desenhos na prisão” sobre a sua visão da política. Em 1995, assume ser o romancista Manuel Tiago, nome que utilizava para autor dos seus livros.
Sendo assim, Álvaro Cunhal foi uma identidade que dedicou toda a sua vida à política de esquerda, sendo reconhecido como um dos grandes comunistas do século.
Faleceu em 2005, com 92 anos de idade, deixando muita saudade a todos os que o admiravam como pessoa e político, movimentando multidões até ao seu funeral.

Rui Moreira 10ºG Nº20
publicado por António Luís Catarino às 17:12
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Terça-feira, 7 de Fevereiro de 2006

A IDADE MÉDIA NA EUROPA, por Diana Alves, 10ºG

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A Idade Média na Europa

A Idade Média teve início com o final do Império Romano provocado pela chegada dos chamados povos bárbaros na Europa e durou praticamente 1000 anos, (476-1453).

No início deste período os bárbaros espalharam o terror, atacando cidades, saqueando e por fim estabelecendo-se e misturando-se com os povos nativos dando origem aos actuais povos e países europeus. E da mistura da língua falada no Império Romano (o latim) com as línguas faladas pelos bárbaros (o anglo, o saxão, o germânico, o visigodo, etc.) surgem as actuais línguas europeias: o francês, o inglês, o alemão, etc.

Como estas invasões, por sua vez, duraram muitos séculos, na Europa construíram-se muitos castelos fortificados que protegeriam os europeus dos invasores. As pessoas passaram a viver em torno destes castelos praticando uma agricultura e artesanato para a própria subsistência.

A sociedade feudal ficou assim constituída:

• senhores feudais (nobres) proprietários dos feudos, isto é, dos castelos e terras ao seu redor e eram também militares responsáveis pela defesa destas terras.

• Clero eram os religiosos pertencentes a Igreja Católica que também possuíam feudos e realizavam os cultos religiosos e a preservação da cultura vinda da Antiguidade, já que dentro de seus conventos transcreviam a mão os livros e conhecimentos antigos e praticamente eram os únicos com domínio da leitura, escrita, matemática, filosofia.

• Os servos cultivavam as terras e entregavam parte de sua produção ao senhor feudal em troca da protecção militar e uso do solo.

Era uma sociedade em que cada indivíduo estava preso ao seu status, sem possibilidade de mudanças.

Politicamente a Europa constituiu-se por frágeis monarquias compostas por muitos feudos. Eram os reinos francos, reino anglo-saxão, reino germânico, etc.

Fonte: www.brazilsite.com

Trabalho de: Diana Silva Alves
10g, nº: 23
publicado por António Luís Catarino às 11:45
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ARTE DO SÉCULO XX - uma ajuda para o 8º e 9º anos, por Renata Macedo, 9ºB

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Fayga Ostrower
Abstraccionismo – não evoca as aparências do mundo visível, não exige carácter representativo e utiliza linhas impulsivas e manchas informais.

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Picasso
Cubismo – as formas da Natureza devem ser vistas geometricamente, o mesmo objecto deve ser visto de ângulos diferentes e limita-se à representação de objectos familiares (guitarras, garrafas e a figura humana).

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Edvard Munch
Expressionismo – o artista exprime a sua reacção emocional, não o preocupando tanto o tema, mas sim o representar dos seus sentimentos.

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Matisse
Fauvismo - Caracteriza-se pelo uso de cores puras e contrastes e pelo dinamismo das linhas.

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Mac Luhan
Futurismo – o objectivo do movimento era a expressão do espírito da vida moderna. Não se queria, por exemplo, representar um automóvel em movimento, mas captar a impressão de velocidade.


publicado por António Luís Catarino às 11:18
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FICHA DE LEITURA: «A ECONOMIA DA EUROPA MEDIEVAL» - R.H. BAUTIER, por Ana Campos, 10ºG

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AUTOR: Bautier, Robert-Henri
NOME: A Economia na Europa Medieval
Editorial Verbo Lisboa, 1973, 311 páginas,
Síntese do Capítulo Seleccionado (70 paginas):

Este capítulo tem um papel importante na medida em que permite, para além da melhor compreensão de economia e das relações comerciais da Europa Medieval, a desmistificação de alguns mitos e ideias preestabelecidas que se vão implantando acerca da vida na Idade Média. Bautier permite-nos pois, avaliar o importante e significativo desenvolvimento da economia dos séculos XI a XV.
Nele são abordados vários temas, que se encontram descriminados e devidamente explicados.
Inicialmente, o capítulo fala-nos das Feiras de Champanhe e da sua importante contribuição para a evolução e dinamização comercial da Europa nesta época. Estas feiras marcaram uma nova era na economia medieval, sendo pelo autor consideradas como “ características especiais do período medieval no seu ponto culminante”. Eram activos centros de comércio (graças ao desenvolvimento agrícola e ao aumento populacional) e essenciais intermediárias nas relações entre o campo e o mundo urbano. É-nos dada uma noção perfeita acerca do funcionamento das feiras: os produtos ai comercializados (entre inúmeros, adquire grande importância a comercialização dos tecidos), os comerciantes que as frequentam (a partir de metade do século XIII, são frequentadas por mercadores de toda a Europa, aumentando, assim, ainda mais a sua importância comercial e a variedade de produtos que nelas são negociados) os meios de pagamento utilizados, entre outras importantes noções.
A existência das feiras de Champanhe foi a grande responsável pela animação do comércio internacional e mediterrânico e ainda pelo desenvolvimento de associações mercantis destinadas a facilitar as negociações com as autoridades públicas e assegurar a protecção dos comerciantes e os seus interesses_ as HANSAS (assumiu particular importância nesta época a Hansa Germânica).
Estes focos comerciais, graças á sua organização legal, contribuíram para o desenvolvimento do direito comercial.
Seguidamente, o autor fala-nos acerca do comércio do Mar do Norte, Báltico e Alemanha. Aqui é realçado o papel desempenhado pela cidade de Bruges, pela zona da Flandres e ainda por outras feiras como as da Antuérpia, Malines, Bergen-op-Zoom Saint-Ives, Saint-Giles e Saint-Botolph para a evolução da economia medieval. Nesta época, são essenciais as redes de estradas que ligam as feiras e as várias cidades. A evolução da indústria têxtil foi tão acentuada nestas áreas que foi necessária a substituição de alguns terrenos agrícolas por pastagens para animais de modo a aumentar a produção têxtil.
Pelo mesmo desenvolvimento comercial, a monarquia adopta uma política económica e um novo regime alfandegário, surgindo com estas novas políticas renovadas formas de protecção dos mercadores. De novo, o autor realça a Hansa Germânica explicando a sua origem e importância.
O capítulo segue falando-nos do Comércio Atlântico, descrevendo clara e detalhadamente a sua evolução, referindo as rotas utilizadas (rios de Escalda, Mosa, Saona, mar Adriático, entre outros), os produtos comercializados (o vinho tornou-se um dos produtos de eleição. Outros, como o ferro sobem imenso nas vendas, pelo que alguns povos procuram obter o seu monopólio.)
O autor fala também na Península Ibérica, que adquire nova vida após a Batalha de Tolosa (1212), com a consagração da vitória do Cristianismo, permitindo o desenvolvimento da actividade comercial. Mais uma vez, o autor enquadra-nos com o contexto político, social e cultural da época, permitindo uma melhor compreensão e facilitando a análise dos assuntos relatados.
Depois, “ocidentais no oriente: o problema das especiarias” é abordado o tema das relações económicas entre Ocidente e Oriente devido a necessidade que as duas zonas da Europa tinham dos produtos uma da outra. São comercializados cereais, vinhos, cera, peles, escravos, tecidos vários, pedras preciosas.....entre muitos outros. Simultaneamente, o autor procura explicar e exemplificar as estratégias económicas por detrás de qualquer negócio realizado. Aqui fala igualmente das rotas comerciais de ligação entre Oriente e o Ocidente e das cidades intermediárias escolhidas pelos mercadores para estabelecer as bases da sua actividade.
É também de destacar a grande competitividade existente entre as cidades de Veneza e Génova, que partilhavam o desejo de dominar o vasto centro comercial de Constantinopla, que era a metrópole do comércio das especiarias no século XV. O autor clarifica neste capítulo as várias negociações existentes entre o Oriente e Ocidente, dando particular importância ao comércio das especiarias declarando que apesar de interessar apenas a três cidades (Veneza, Génova e Barcelona) na época, era a força motora da maior parte das transacções com o Oriente e teve um papel económico e político relevante. Logo de seguida, fala-se na dificuldade de penetrar no Oriente até ao século XIII e da mudança sofrida a partir daí em que o acesso as mercadorias árabes era já mais fácil, devido a um clima de paz estabelecido nestas áreas após reinar a paz mongótica. No entanto, a paz e as relativas boas relações não durão sempre pois entre 1340 e 1350 “este mundo, afeiçoado por uma economia de paz desmorona-se repentinamente,,,”
Bautier alerta-nos para o crescente desenvolvimento da actividade dos cambistas no século XII que, mais tarde, se transformavam em verdadeiros banqueiros, tornando-se numa das forças mais relevantes dos negócios da época. O capital e o crédito assumem acrescidos importância e surgem associações capitalistas que fazem empréstimos aos grandes mercadores, permitem depósitos e transferências bancárias. Com estas inovações, as feiras de Champanhe perdem a sua importância comercial e passam a desempenhar maioritariamente funções financeiras. Surgem muitas novidades no domínio das técnicas transaccionais e bancárias, nomeadamente os cheques e as letras de câmbio.
Agricultura e Finanças_ o domínio senhorial começa a ser abalado e desmantelado, assim como nas mansas e propriedades. Uma série de conflitos começam a ocorrer entre senhores e camponeses. Em fins do século XIII o regime senhorial cessa praticamente em definitivo. A burguesia disputava agora a compra dos terrenos. O carácter da vida rural modifica-se por completo. Procede-se à construção de novas cidades com a activa participação da burguesia.
Ouro e Prata_ as evoluções conquistadas na idade média exigiram uma grande e lógica revolução monetária. Assim neste capítulo são detalhadamente descritos os progressos e mutações que foram sofrendo as moedas mais importantes nas negociações dos tempos medievais e em que locais da Europa iam sendo adoptadas e criadas novas moedas.
Também a ultima parte deste capítulo fala da moeda, mais concretamente, da moeda de ouro e da sua relação com o comércio entre o Oriente e o Ocidente.
publicado por António Luís Catarino às 11:11
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Quarta-feira, 1 de Fevereiro de 2006

A HISTÓRIA DO CINEMA, por Renata Macedo, 9ºB

cinematografo1.gif

A história do cinema

(Paris, 28 de Dezembro de 1895. Montparnasse. La Closerie des Lilas)
Antoine Gustave Marasco entra no Grand Café, dirige-se ao Salão Indiano e
paga 33 francos pelo privilégio histórico de ser o primeiro espectador, de
assistir à primeira sessão comercial de cinema.
Os filmes não passam de representações da vida burguesa (L´Arrosseur Arrose,
Partie d´écarte, L´Arrivée d'un Train a la Ciotat, Barque Sortant du Port,
Repas de Bebé) no dia-a-dia da Belle Epoque. Nenhum dura mais do que um
minuto.
Surgem os primeiros cinemas. Antoine e outros espectadores passam a
frequentar as grandes salas de espectáculos que começam a ser inauguradas no
mundo. São verdadeiros lugares de sonho, imensos, luxuosos, às vezes
construídos para receber até 6.000 espectadores, como o Gaumont Palace, em
Paris.
Em 1908 é rodado na França o primeiro filme pornográfico de que se tem
registo, a Empregada da Hospedaria.
chaplin1.jpg
O cinema começa a deslocar-se para os Estados Unidos, surge a Fox, a United
Artist e Chaplin. Griffith faz os seus primeiros filmes e o cinema ensaia
os seus primeiros passos como a nova arte.
No final da década o Homem já começa a perceber que pode fazer um cinema com
os seus fantasmas e delírios, e em 1919 surge o filme O Gabinete do Dr.
Caligari, de Robert Wiene, que marca um período rapidamente falido do
chamado expressionismo alemão.
A revolução proletária de 1917 molda o período clássico do cinema russo, e
revela-se o génio de Eisenstein (Greve, Potemkim, Outubro e Linha Geral),
Pudovkin (A Mãe e Tempestade sobre a Ásia), Dovjenko (A Terra) e Dziga
Vertov, documentando a época com a sua teoria da câmara-olho.
Em 1921 Grifith roda a primeira longa-metragem sonora Dream Street, mas
somente em 1927 a voz encontra a imagem de forma sincronizada. Em 8 de
Outubro de 1927 o cantor All Jolson estreia o Cantor de Jazz, e inaugura a
era do som.
Nos loucos anos 20 Paris se torna o centro do agito cultural, mas o cinema
só começa a acontecer com a apresentação de Un Chien Undalou, por Luis
Buñuel (com co-produção de Salvador Dali), em 1928 e L´Âge d´Or, em 1930.
Com a depressão económica em background o cinema falado começa-se a
desenvolver - como a multimédia na década de 90.
Fritz Lang, John Ford, Frank Capra, King Vidor, nos Estados Unidos.
René Clair, Marcel Carné, Jean Vigo, Julien Duvivier, o brasileiro Mário
Peixoto, na França.
Greta Garbo e Marlene Dietrich seduzem o mundo. Fred Astaire e Ginger Rogers
fazem filmes jamais igualados no género.
Anos 40. Carro rápido, da esquerda para a direita, lateral. Guerra e
pós-guerra.
Em 1941 estreia Cidadão Kane, Orson Welles é comparado a Proust e a sua
revolução estética inventa o cinema moderno, trazendo junto o melhor que já
havia no cinema clássico.
Em 1945 os estúdios são trocados por cenários naturais, os actores
profissionais por amadores, a manipulação da imagem pelo registo da
realidade, e a isso se dá o nome de Neo-realismo.
Roma, Cidade Aberta, de Roberto Rossellini, e Ladrões de Bicicleta, de
Vittorio De Sica, avisam ao mundo que existe um novo cinema na Itália, e
esse movimento influencia todo o cinema moderno de Fellini, Visconti,
Antonioni.

Renata Moniz nº21 9ºB
publicado por António Luís Catarino às 14:09
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