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Quinta-feira, 12 de Janeiro de 2006

BOTTICELLI, por Leonor Sampaio Costa, 8ºC

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Alessandro di Mariano di Vanni Fillipepi nasceu em Florença, provavelmente nos primeiros meses de 1445, pois em Março de 1447, seu pai, o curtidor de peles Mariano Fillipepi, declarou às autoridades locais que o menino tinha dois anos.
Não se sabe exactamente donde provém o nome Botticelli, que Sandro (diminutivo de Alessandro) tornou célebre, mas ter-lhe-á advindo de seu irmão mais velho, Giovanni,a quem por causa da gordura, chamavam o Botticello (barril).
A sua família vivia modestamente no bairro florentino de Ognissanti. E mesmo depois de obter fortuna e êxito, Sandro continuou fiel ao seu bairro, e até ao fim da vida viveu na casa que tinha sido de seus pais.
Botticelli começa a aprender pintura por volta de 1461/2, e é possível que tenha sido discípulo de Fillippo Lippi, mestre florentino. Mas após a morte do seu provável mestre, em 1469, Botticelli estabeleceu-se como pintor independente, instalando a sua oficina em sua casa.
Em 1470, recebeu a sua primeira encomenda documentada. Tratava-se de realizar uma figura da Fortaleza para uma série de sete virtudes que iria decorar a Câmara de Concelho da Corporação dos Mercadores.
Cerca de três anos mais tarde, a fama de Botticelli havia crescido tanto que ultrapassara os limites de Florença. Em 1473, foi convidado para pintar um fresco na Catedral de Pisa; o projecto não chegou a se concretizar, mas pela sua envergadura, contribuiu para aumentar o renome do artista.
Por volta de 1475, um banqueiro florentino encomendou-lhe uma Adoração dos Magos para decorar a Igreja de Santa Maria de Novelha. Esta obra acabou por ser uma das melhores obras de Botticelli.
Mais tarde, por volta de 1481/82, o Papa Sisto IV convidou alguns artista de Florença para participarem na decoração da recém construída Capela Sistina, no Vaticano. Sandro Botticelli era um desses artistas, chegando a Roma no verão de 1481 onde permaneceu até ao ano seguinte, executando três frescos pelos quais foi regiamente pago.
Em 1485, realiza também uma importante obra designada "O Nascimento de Vénus".
Com tudo isto, Botticelli estava no auge da fama e no esplendor do seu talento. Choviam-lhe encomendas para pintar cenas religiosas e profanas, retratos, estandartes, e ele executava-as logo, ajudado por vários assistentes. A sua oficina vivia em febril actividade, mas todos trabalhavam contentes, estimulados pelo exemplo do mestre, que ainda lhes proporcionava boas oportunidades para rir.
publicado por António Luís Catarino às 19:53
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LEONARDO DA VINCI, por Leonor Sampaio Costa, 8ºC

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Leonardo nasceu a 15 de Abril de 1452, na pequena cidade de Vinci, perto de Florença, centro intelectual e científico da Itália. O seu talento artístico cedo se revelou, mostrando excepcional habilidade na geometria, na música e na expressão artística. Reconhecendo estas suas capacidades, o seu pai, Ser Piero da Vinci, mostrou os desenhos do filho a Andrea del Verrocchio. O grande mestre da renascença ficou encantado com o talento de Leonardo e tornou-o seu aprendiz. Em 1472, com apenas vinte anos, Leonardo associa-se ao núcleo de pintores de Florença.
Não se sabe muito mais acerca da educação e formação do artista, no entanto, muitos autores afirmam que o seu conhecimento não provém de fontes tradicionais, mas sim da observação pessoal e da aplicação prática das suas ideias.
Pintor, escultor, arquitecto e engenheiro, Leonardo da Vinci foi o talento mais versátil da Itália do Renascimento. Os seus desenhos, combinando uma precisão científica com um grande poder imaginativo, reflectem a enorme vastidão dos seus interesses, que iam desde a biologia, à fisiologia, à hidráulica, à aeronáutica e à matemática.
Durante o apogeu do renascimento, Da Vinci, enquanto anatomista, preocupou-se com os sistemas internos do corpo humano, e enquanto artista interessou-se pelos detalhes externos da forma humana, estudando exaustivamente as suas proporções.
publicado por António Luís Catarino às 19:50
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MICHELANGELO (uma biografia), por Leonor Sampaio Costa, 8ºC

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Descendentes dos condes de Canossa, Michelangelo di Ludovico Buonarroti Simoni. Nasceu em 06 de Março de 1475 em Caprese, uma vila na Toscana. Seu pai Lodovico tinha um cargo equivalente ao de prefeito. Entre os 7 e 10 anos foi levado para a escola para ser um homem de letras. O desejo de menino era desenhar. O pai o leva, em 1488 para o atelier de Ghirlandino, e em 1490 para a casa dos Medici. Lá conviveu com artistas e com Giovanni de Medici (futuro papa Leão X) e Giulio de Medici (futuro papa Clemente VII). Após a morte de Lorenzo (1492) fez estudos de anatomia usando cadáveres no Hospital do Espírito Santo. Agradecido, esculpio um crucifixo para o hospital. Em 1494, em Bolonha, realiza três esculturas para o túmulo de São Domênico. Em 1495, em Florença esculpio uma São Baptista para os Medici e um cupido que foi vendido em Roma como antiguidade. O cardeal Rafaelle Riario, descobriu a falsificação e fascinado com a obra chama Michelangelo a Roma em 1496. Em 1497 termina "Baco", adquirida por Jacopo Galli, colecionador de esculturas. O cardeal francês Jean Bilheres de Langranles encomenda em 1498 a Pietá, para decorar seu túmulo. Em 1501 retorna a Florença e concentra seus esforços sobre um imenso bloco de mármore quase imprestável e abandonado. Quatro anos mais tarde fica pronta a escultura "David".
Em 1503 comanda a realização das esculturas dos apóstolos para a catedral de Florença. Em 1504 inicia os estudos para a "Batalha de cascina" para ser um pedant à "Batalha de Anghiari" encomendada a Leonardo da Vinci para a sala do conselho de Senhoria. As duas obras São inacabadas.
Nesses anos executam três célebres "tondos", dois em mármore, Tondo Petti, Tondo Tadei e o Tondo Doni (A sagrada Família). Em 1505 o papa Júlio II encarrega - o de criar seu túmulo. Do projeto se conserva a série "Os Escravos" (Louvre e Academia de Florença). A escultura de Moisés e outras figuras foram reunidas na igreja Romana de São Pedro em Vincoli. Em 1508 inicia os afrescos da Capela Sistina, empreendimento gigantesco que termina em outubro de 1512. Dividindo seu tempo entre Roma e Florença, Michelangelo foi encarregado, em 1518 pelo Papa Leão X de construir e adornar a fachada da igreja de São Lourenço, projeto jamais realizado cujo modelo em madeira está na Casa Buonarroti. O Papa encomenda a construção, em 1512, de uma nova sacristia para a igreja de São Lourenço, destinada a tumba dos Medici. O artista se ocupa dela até 1534, e por vontade do novo papa da familia Medici, Clemente VII, que ao mesmo tempo, leh encomenda a Biblioteca Laurenciana (1524), parte do conjunto arquitetônico. Michelangelo trabalha entre 1527 e 1530 como arquiteto militar para a defesa de Florença. Nos anos seguinte pede asilo político em Ferrara e Veneza. Ao mesmo tempo em que trabalha como arquiteto nas fortificações, finaliza a tumba dos Médici. Com retorno dos Médici a Florença (1532), alterna suas estadas cada vez mais longas em Roma, onde estabelece definitivamente em 1534, trabalhando até 1541, no afresco do altar da capela Sistina O Juízo Final. Entre 1541 e 1550 realiza os afrescos da capela Paulina no Vaticano. Em 1546 completa o Palácio Farnese e no ano seguinte é nomeado arquiteto da Catedral de São Pedro, cargo que conserva até a morte. A atividade de Michelangelo no fim da sua vida se concentra na arquitetura. No período anterior à sua morte trabalha em sua última obra, a "Pietá Rondanini", falecendo em 18 de fevereiro de 1564 com 89 anos sendo enterrado na igreja de Santi Apostoli, em Roma.
publicado por António Luís Catarino às 19:46
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Quarta-feira, 11 de Janeiro de 2006

ANSCHOOL II, Museu de Serralves - Proposta de visita.

ThomasHirschhornNET.jpg

Anschool II
Thomas Hirschhorn, artista de ascendência suíça e residente em Paris, faz um balanço da sua obra no Museu de Serralves. A partir de dia 4 de Novembro e até ao fim de Janeiro.
Hirschhorn concebeu "Anschool II", uma instalação em forma de escola, reunindo desta maneira as suas peças, realizadas ao longo dos últimos anos e já apresentadas em diversos espaços expositivos de relevo como a Tate Modern de Londres ou o Centro Georges Pompidou de Paris.
O artista decidiu aplicar a sua metodologia de trabalho (formal e conceptual) à apresentação das suas obras, contrariando desta maneira qualquer apresentação mais simplista e linear. E mostrando também a sua atitude em relação à criação: Hirschhorn cria estratégias de infiltração, actos de guerrilha e de sabotagem para questionar a realidade que nos rodeia.
Jornal Público

Uma exposição que o ESAShistória recomenda vivamente. Vão até lá, apreciem, mexam (no que for autorizado mexer, claro!) leiam e critiquem. O que a mim mais me surpreendeu foi o facto de um espaço como Serralves, idealizado por Siza, que é luminoso e aberto, ter sido corrompido e subvertido, com uma arquitectura escolar. Nada do que ali foi posto é desconhecido de professores e estudantes. Isto é, desde a luz (néon) ao linóleo, aos estrados e secretárias, cadeiras e azulejos frios, cores nas paredes e tintas robiaalac, sprays proibidos e WC's, tudo ali nos é estranhamente familiar. Por isso mesmo, saímos de lá um pouco desconfortáveis. Se «aquilo» é assim e estamos habituados é porque algo está mal. Ou por outras palavras: por que não uma escola num espaço como Serralves? Dá para pensar... ai isso dá!
A.L.C.

TELEFONE DE SERRALVES
226156500
LOCAL
Porto, Museu de Serralves - Rua D. João de Castro, 210

HORARIOS
De 04-11-2005 a 29-01-2006
Terça a quinta das 10h00 às 19h00
Sexta e sábado das 10h00 às 22h00
Domingo e feriados das 10h00 às 19h00

ARTISTA/S
Thomas Hirschhorn

Retirado do Guia-Lazer do Jornal Público.
publicado por António Luís Catarino às 13:26
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DAVID E GOLIAS - Um poema, por João Macedo, 8ºA.

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David e Golias - Caravaggio.

Há mais de dois mil anos
Houve uma rixa
Entre dois bandos de palestinianos
E diz a bíblia sagrada
Que David, um pigmeu
Assassinou à pedrada
O Golias, um gigante filisteu
E em delírio toda aquela Grei
Elegeu o pequeno David
Para sua majestade, o rei.

João Macedo

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Um David e Golias dos tempos modernos!
publicado por António Luís Catarino às 13:04
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Sábado, 7 de Janeiro de 2006

MIGUEL ÂNGELO LUPI, uma biografia de um pintor (quase) desconhecido, por Maria Teresa Beires, 8ºA

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Professor de pintura histórica na Academia de Belas Artes de Lisboa.
Nasceu nesta cidade a 8 de Maio de 1826, onde também faleceu em 26 de Fevereiro de 1883. Era filho de Francisco Lupi, de origem italiana, e de D. Maria do Carmo Lupi. Desde de crianças que mostrou muita vocação para o desenho, matriculou-se na Academia de Belas Artes em 4 de Fevereiro de 1811, na aula de desenho histórico. Fez um curso brilhantíssimo, sendo premiado nos três anos lectivos de 1841 a 1843. Em 15 de Fevereiro de 1864 entregou-se definitivamente aos estudos da pintura histórica, que era a sua predilecção. Reflectindo, porém, que se não tivesse outro modo de vida, lutaria com a falta de recursos para se sustentar, primeiro que chegasse pela arte a auferir razoáveis lucros, resolveu empregar-se, e em Maio de 1849 entrou para a Imprensa Nacional num lugar de amanuense da contadoria, onde permaneceu até Abril de 1851, ano em que obteve o lugar de contador na junta de fazenda na província de Angola, para onde partiu a tomar posse do seu novo emprego, de que se exonerou a 27 de Setembro de 1853, regressando então a Lisboa. Em 12 de Outubro de 1855 saiu o decreto que o nomeava aspirante de 2.ª classe da repartição de fazenda do distrito do Porto; lugar que não chegou a exercer, por ter sido transferido em 24 do mesmo mês para aspirante de 2.ª classe da direcção do Tribunal de Contas, sendo logo em seguida nomeado amanuense do mesmo tribunal, pelo decreto de 26 de Agosto de 1859.
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Retrato de Maria Sousa Martins

Lupi passara os melhores anos da mocidade no exercício das suas funções oficiais, mas não largara nunca o pincel e a paleta, resignando-se a trabalhar como simples amador de pintura e esse facto lhe valeu o ser encarregado de pintar o retrato de D. Pedro V para o tribunal, e ainda hoje se vê numa das suas salas. Lupi pôde finalmente realizar as suas aspirações artísticas. A exposição daquele quadro bastou para revelar ao público um verdadeiro talento, augurando-lhe um glorioso futuro artístico. 0 governo estabeleceu-lhe uma pensão para estudar em Itália, resolução que foi acolhida com geral aplauso, e em 1860 partiu Miguel Ângelo Lupi para Roma, regressando à pátria em Novembro de 1863. 0 primeiro quadro da sua notável e vastíssima colecção, o que pintou em Roma, chamava-se D. João de Portugal, tendo por assunto a cena final do 2.º acto do drama Frei Luís de Sousa, de Almeida Garrett.
Lupi tornou-se o artista predilecto do público. Nas exposições da Sociedade Promotora de Belas Artes de 1863 e 1864, os visitantes agrupavam-se de preferência na frente dos seus quadros. Nesta ultima exposição, o quadro Esperança e saudade conquistou os mais sinceros aplausos do público: Em Janeiro de 1834 recebeu a nomeação de professor interino da cadeira de desenho histórico. Em 1867 foi a Paris em comissão do governo, inspeccionar os trabalhos do monumento de D. Pedro IV, que ali se estava fazendo: Parece que foi essa a única missão oficial de que se encarregou, depois de ter sido nomeado lente da Academia de Belas Artes. Algum tempo depois de regressar de Paris tomou posse, como efectivo, do seu lugar de professor dá cadeira de pintura histórica. Os seus quadros apareceram na exposição de Madrid em 1871, recebendo prémio o que se intitulava Mãe; na exposição universal de Paris, em 1878, também foi premiado o seu quadro As lavadeiras do Mondego. Lupi era também um retratista de primeira ordem; apanhava a semelhança com uma facilidade surpreendente. Além dos quadros apontados, sabemos dos seguintes; históricos, de género ou de paisagem: A Esmola do Espírito Santo, 0 Tintoretto, que foi adquirido pelo rei D. Luís I, A Espera, Leitura, de uma carta, A Costureira, Confidência, Salvai-­o, que foi vendido para Londres, Aguadeira, Forte da Guia, Os dois escravos, eram os retratos de dois pretos pertencentes a Serpa Pinto; O Crepúsculo, A Família, que pertence à Sr.ª condessa de Edla, Lição de bordado, Esboceto de Vasco da Gama, Cartão de Egas Moniz, O Marquês de Pombal determinando a edificação de Lisboa,, quadro encomendado pela câmara municipal, e que figura na sala das sessões da mesma Câmara; e muitos outros. Retratos, temos conhecimento dos seguintes: D. Luís I; D. Fernando II, Wisse Dahi, arcebispo de Goa, José da Costa Pereira e filhos, visconde de Castilho (António Feliciano de Castilho), viscondessa de Castilho (D. Cândida), duque de Ávila, marquesa de Belas, Ferreira do Amaral, visconde de Penalva de Alva, Condessa de Gerás do Lima, conde de Castro, general Filipe Folque, visconde de Condeixa, Bulhão Pato, Venâncio Deslandes, marquesa do Faial, mãe do Dr. Sousa Martins, João Lupi, Matoso da Camada, Emília Adelaide, Augusto Rosa; baronesa da Folgosa, Veiga Barreira, um filho de Pinheiro Chagas, e retratos de pessoas da família de Miguel Ângelo Lupi.
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O notável artista faleceu aos 56 anos de idade, e a sua morte foi justamente pranteada, Escreveu: Catalogo dos projectos para o monumento de sua majestade imperial o senhor D. Pedro IV, recebidos em virtude do concurso aberto em 20 de Março de 1864 pela commissão nomeada para tratar do monumento, Lisboa, 1865; com 1 estampa litografada; foi reproduzido em diversos números da Gazeta de Portugal; A reforma da Academia Real de Bellas Artes de Lisboa; Depois da sua morte publicou-se um Catalogo dos quadros, aguarellas, e desenhos, obras do fallecido Miguel Angelo Lupi, leilão na Academia de Belas Artes, em 16 de Dezembro de 1883 e dias seguintes; Lisboa, 1883.
publicado por António Luís Catarino às 21:22
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