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Segunda-feira, 28 de Novembro de 2005

LISBOA? MAS QUE LISBOA? Um exemplo da desgraça da História. Por Sérgio Silva, 8ºA.

Lisboa.jpg

Este artigo (?) de uma revista brasileira especializada em Turismo e Negócios chegou-nos pela mão do sempre atento Sérgio Silva e colaborador desde a primeira hora dos blogues que, entretanto, fomos criando aqui na Secundária Aurélia de Sousa. Inacreditável! Não sei se dá para rir ou chorar, mas provavelmente como temos a auto-estima tão em baixo é bem possível que tamanha ignorância nos faça muito mal. A História também se faz pela incongruência ou pelo non-sense, infelizmente. De tudo isto, fica-nos a informação, sempre oportuna, que Lisboa tem um clima tropical húmido (deve ser por causa do Pacífico!), que a cidade foi arrasada na II Guerra (mas por quem? Por quem?), que D. Pedro I (sim, esse mesmo o da Inês, era brasileiro!) e que Lisboa está cheia de bons arquitectos. Obrigado Sérgio, por estas informações chegadinhas do Brasil! Valha-nos a possibilidade, muito remota, de este artigo nunca ser lido por um historiador do futuro, lá para 2507!

Ora leiam, por favor:

«A capital de Portugal, Lisboa, é a porta de entrada para a Europa. A cidade está em ascensão turística. O idioma oficial é o português, mas fala-se fluentemente o espanhol. É uma civilização marcada por diferentes costumes, de origem europeia e africana. Sua arquitectura é essencialmente gótica. Banhada pelo Oceano Pacífico e tendo como principal rio o Tejo, Lisboa tem entre os seus vultos históricos nomes importantes da História do Brasil, haja vista que já fomos colónia portuguesa. D. Pedro I e II, D. João VI e Dona Maria Leopoldina, entre outras, figuram em nome de ruas, museus e demais patrimónios públicos. Lisboa é uma cidade plana, de velhos mas bem conservados casarios, clima tropical húmido, temperatura variável, fria no Inverno e quente no Verão, mas nada comparável ao calor brasileiro. Graças ao Estreito de Gibraltar, Portugal liga-se também ao Oceano Atlântico.
O curioso é que quase 2/3 da capital portuguesa desapareceram após a II Guerra Mundial, mas o primeiro-ministro de então, Marquês de Pombal, providenciou a recuperação das ruínas, com orientação de excelentes arquitectos, preservando a originalidade das construções. (…)»

In, Turismo & Negócios, Maceió, Brasil. Uma revista de grande circulação em toda a América do Sul.
publicado por António Luís Catarino às 23:42
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Segunda-feira, 14 de Novembro de 2005

ATENÇÃO A ESTE FILME HISTÓRICO. A estrear nas salas de cinema, em breve.

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A Ponte de São Luís Rei


Adaptação do romance homónimo de Thornton Wilder vencedor do prémio Pulitzer em 1928, A Ponte de São Luís Rei, leva-nos dos bordéis e teatros do Séc. XVII à majestosa corte real espanhola; transporta-nos dos palácios dos arcebispos peruanos às missões da inquisição de Madrid. Na jovem América, os santuários Incas elevam-se entre as vilas dos Andes e os desfiladeiros da costa Americana.

É neste mundo em mudança que, acidentalmente (talvez não), cinco viajantes aparentemente sem qualquer ligação entre si acabam unidos num mesmo destino. Cinco viajantes que, por diferentes razões, atravessam a Ponte de São Luís Rei, quando, ao meio dia, no fatídico dia 20 de Julho de 1714, a ponte desaba precipitando-os para morte ao fazê-los mergulhar no profundo desfiladeiro.

Ficha técnica:
Título: A Ponte de São Luís Rei
Título original: The Bridge of San Luis Rey
Realizador: Mary McGuckian
Origem: Espanha, França e Reino Unido, 2005
Género: Drama histórico
Elenco: Robert de Niro, Kathy Bates, Harvey Keitel, Gabriel Byrne.
publicado por António Luís Catarino às 18:22
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A ESCRAVATURA NA GRÉCIA ANTIGA, Inês Viegas, 10ºG.

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Platão e Aristóteles

A democracia grega apresentava algumas limitações, nomeadamente a escravatura. Irei debruçar-me sobre esse tema, uma vez que me indignei bastante ao analisar documentos escritos por grandes filósofos da época.
De facto, os escravos constituíam metade da população da Ática, considerados não mais do que propriedade pessoal de particulares e do Estado. A lei não lhes reconhecia personalidade civil, eram tratados como vulgar mercadoria e equiparados a objectos! Questões que actualmente são impensáveis, foram na altura justificadas por notáveis pensadores, como Aristóteles e Platão.
Quanto ao primeiro, afirmou que “o escravo é uma propriedade instrumental animada” e que “ a utilidade dos animais domésticos e dos escravos são pouco mais ao menos do mesmo género. Uns e outros ajudam-nos com o auxilio das suas forças físicas a satisfazer as necessidades da nossa existência.” Sem qualquer ponta de sensibilidade e bom senso, Aristóteles exprimiu a sua opinião!
Segundo Platão, “devemos trata-los bem (aos escravos), não somente por eles, mas mais ainda em vista do nosso próprio interesse. Esse tratamento consistirá em (…) ser ainda mais justos, se é possível, com eles que com os nossos iguais.”. A meu ver, Platão escondeu-se atrás da hipocrisia e do preconceito com esta tese, uma vez que, para além de não reconhecer que os escravos também são humanos, achava que somente em caso de ser possível, os deviam tratar bem, pois isso iria dar uma boa imagem dos cidadãos!
Aristóteles ousa ser directo e frontal, não se acobarda à falsidade, atreve-se a dizer que escravo é escravo e pronto! Não querendo com isto, argumentar a favor deste, naturalmente! Apenas estabeleço a comparação para que fique bem vincado o meu desagrado em relação à mesquinhez de Platão com esta sua triste convicção…!
publicado por António Luís Catarino às 17:42
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Sexta-feira, 11 de Novembro de 2005

OS DESCOBRIMENTOS, José Francisco Vidal de Sousa, 8ºA.

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caravela

Os Descobrimentos foram um marco histórico na história da Humanidade. Novos continentes, novos povos, novos arquipélagos e, sem dúvida, o início duma nova eram.
Mas o que muito boa gente não sabe é o que levou as nações europeias a partir em busca de novas terras, novos mercados, novas oportunidades.
A Europa estava a (tentar) recuperar de uma crise colossal que se abateu sobre ela no séc.XIV. Alterações climáticas, guerras, más colheitas agrícolas, fome, guerras e, sobretudo, uma epidemia chamada Peste Negra abalaram num período em que esta estava a atravessar um período de crescimento económico.
Felizmente, a crise passou e o Velho Continente tentava recompor-se. A população e actividade agrícola aumentaram e o comércio tentou voltar à superfície, depois de se ter afogado.
Mas voltando aos Descobrimentos, deve–se falar também da noção do mundo que as pessoas tinham. E que mundo! Ignorava-se a existência das Américas e da conexão entre o Oceano Atlântico e Pacífico. África estendia-se para Sul até dizer basta e, como se isto não chegasse, boatos e histórias de monstros marinhos, de pessoas nativas de outras terras com morfologia diferente e do Mar Tenebroso aterrorizavam marinheiros e as pessoas que ouviam esses contos.
Após esta pequena abreviatura, não restam dúvidas que a Europa tinha a necessidade de se expandir. O aumento volumoso das trocas comerciais pedia ouro, riqueza que não abunda na Europa, mas que, pelo contrário, existe em abundância em África. Por outro lado, também se cobiçava o aceso directo ao luxuoso mercado das especiarias, que naquela altura não se obtinham com a mesma facilidade que hoje em dia.
Em Portugal, a crise também deixara marcas. Todos os grupos sociais tinham interesse na expansão. Por exemplo, a burguesia ambicionava o mercado das especiarias, açúcar e plantas tintureiras e o clero tencionava expandir a fé cristã.
Na realidade, tínhamos tudo e mais alguma coisa para se expandir. Possuíamos conhecimentos e instrumentos marítimos e astronómicos, resultantes da influência de sábios muçulmanos e judeus, uma localização geográfica excelente, marinheiros experientes e um clima de paz estabilizador.
Então a partir daí “foi sempre a andar”! Impulsionados pelo Infante D.Henrique, os portugueses começaram por conquistar Ceuta, cidade de grande importância comercial, em 1415.
É verdade, os portugueses não eram burros. Mas os árabes também não, de tal modo que trataram de desviar as rotas comerciais, de tal modo que trataram de desviar as rotas comerciais, de modo a não passarem por Ceuta.
A “descoberta” seguinte foi a dos arquipélagos da Madeira e dos Açores, embora esses arquipélagos já estivessem representados em mapas do séc.XIV. Tanto a Madeira como os Açores foram colonizados por capitães donatários, que administravam a justiça, cobravam impostos e distribuíam terras aos colonos que as quisessem povoar. Na Madeira, o principal produto de exportação era o açúcar e nos Açores cultivavam-se cereais e praticava-se a pastorícia.
Próximo passo: África. Em África, os obstáculos eram ultrapassados a grande velocidade. Gil Eanes passou o Cabo Bojador em 1434, até então limite sul dos mares navegados pelos europeus. Dobrou-se o Cabo Branco em 1441 e, em 1460, os portugueses já tinham chegado à Guiné e à Serra Leoa. Começou-se a comerciar o ouro e alguns escravos, mas houve algum abrandamento na expansão portuguesa para Sul, consequência da morte do Infante D.Henrique. A partir daí, a expansão começou a ser praticamente impulsionada por iniciativas particulares. Mas, antes disso, já D.Afonso tinha conquistado no litoral marroquino Tânger, Arzila e Álcacer Ceguer. A colonização foi feita por feitorias, postos comerciais fortificados.

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Nau

Objectivo seguinte: Índia. Quando D.João II tomou posse, em 1481, a expansão portuguesa ganhou um novo objectivo: chegar à Índia por mar, contornando o continente africano. Para isso, foram enviados emissários por terra, como Pêro da Covilhã, entre outros para investigar a navegação no Índico. Bartolomeu dobrara o Cabo das Tormentas em 1487/88, e consequentemente, Vasco da Gama atracou em Calecute no dia 20 de Maio de 1498.
POR fim, a 22 de Abril de 1500, uma grande armada comandada por Pedro Álvares Cabral chegou ao Brasil. Alguns historiadores defendem que se tratou de uma descoberta «ao acaso», porque se suspeita que, a certa altura da viagem, houve uma grande tempestade a frota sofreu um grande desvio para Sudoeste. Sorte ou não, o que interessa é que o Brasil “era nosso”!
Conclusão: Os Descobrimentos foram uma época de mudanças, de novos mundos, de novos povos e até novos ideais. Passámos de um país a tentar recuperar de uma grande crise para uma nação com ouro, especiarias e porcelanas até aos cabelos. Lisboa transformou-se numa grande metrópole. O único problema foi o dinheiro ter sido esbanjado em luxos e outras futilidades, e não a desenvolver o país.
Mas de uma coisa não há dúvida: que os Descobrimentos são mais um motivo para que tenhamos um grande orgulho em sermos portugueses. E o resto é conversa!
publicado por António Luís Catarino às 17:57
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Terça-feira, 8 de Novembro de 2005

TEATRO... AS SUAS ORIGENS. Ana Campos, 10ºG.

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Penso ser impossível falar no Teatro no seu contexto histórico sem referir as suas origens religiosas e, por conseguinte, a Grécia Antiga. Esta foi responsável pela sua existência como hoje o conhecemos.
O Teatro (do grego theatron, significa local donde se vêem representações) surgiu, inicialmente, na cidade-estado grega de Atenas no século VI a.C., com as festas em honra do Deus Dioniso (Deus do vinho e das festas agrícolas). A princípio, faziam parte da homenagem ao Deus rituais, danças religiosas (baseadas no culto egípcio aos seus deuses) e coros que declamavam pequenos versos, os ditirambos. Mais tarde, evoluíram para verdadeiras representações dramáticas, ocupando o lugar central nas festas Dionisíacas e abandonando o carácter exclusivamente sagrado que tinham aquando do início das festividades.
Adquiriram assim, um carácter profano (uma vez que passaram a ser incorporadas nas festas da pólis e patrocinadas por particulares ricos) e competitivo mas, no entanto, sem esquecer a importância dos Deuses, sendo estes “os personagens principais” das peças representadas.
Nesta nova fase do teatro grego, os autores concorriam com 3 peças (tendo habitualmente como conteúdo a submissão do homem aos deuses e à sua vontade) que eram alvo de avaliação por um júri, sendo nomeado e devidamente louvado e premiado um vencedor.
Os géneros mais conhecidos eram a Tragédia, que incidia nos erros humanos e castigos divinos, apelava à sensibilidade e à crença nos desígnios dos Deuses; e a Comédia, género de sátira social, que apelava ao humor e sentido critico dos espectadores.
O Teatro grego contribui imensamente para a admiração pelos gregos da sua cultura comum, pois eram admitidos nestes concursos artistas de toda a Grécia, permitindo a divulgação das crenças e tradições das várias cidades-estado e facilitando o conhecimento mútuo dos vários povos gregos.
Destacam-se como autores Sófocles, Eurípides e Ésquilo, que foram reconhecidos pela tragédia e Aristófanes que se notabilizou na comédia.
À Grécia devemos o privilégio, que hoje tanto consideramos, de assistir a uma peça de teatro e de poder, através dele, dar a conhecer ao mundo a nossa cultura e as nossas ideias e opiniões.

Curiosidades:

Actores mascarados
Nenhum actor entrava em palco sem “a máscara”. Estas eram a principal atracção no figurino do actor. Havia máscaras diferentes, adequadas a cada papel, a cada tipo de peça. Por vezes, os actores usavam numa peça mais do que uma máscara, consoante o papel interpretado. Os papéis femininos, por exemplo, eram interpretados também pelos homens com uma máscara específica que lhes atribuía características da mulher.
Os efeitos especiais
Os efeitos especiais tiveram, de certa forma, início com o teatro grego. Era frequente nas peças, o uso de efeitos de fumo, sons, músicas e danças para captar a atenção do espectador e possibilitar a introdução de uma nova personagem em palco, nomeadamente um Deus, que iria mudar o rumo da história.

Bibliografia:
“O tempo da História”
“Historia Universal – A Idade Grega”
www.historianet.com.br
www.universal.pt/

História_Ana Campos_10º G
publicado por António Luís Catarino às 18:56
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Terça-feira, 1 de Novembro de 2005

DA GUERRA DO PELOPONESO À GUERRA DO IRAQUE - A HISTÓRIA REPETE-SE? de Sérgio Silva, José Neto, Sérgio Campos, João Ventura e Gonçalo Melo. 8ºA

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Perante essa pergunta as pessoas tendem a pensar que sim, que a história se repete, tal é a sucessão de acontecimentos semelhantes. De facto, a história nunca se repete. Os Homens são diferentes, o mundo está mais desenvolvido e a maneira de pensar diferente. Uma coisa não mudou. Foi a guerra!! Se compararemos a guerra do Peloponeso e a guerra do Iraque vamos concluir que…

A Guerra do Peloponeso
Na Grécia Antiga, no século V a.C.
O século V a.C. é tradicionalmente considerado como a época de esplendor máximo da civilização da Grécia antiga. Se, por um lado, fora atingida no mundo grego uma magnitude tão elevada nas artes, nas ciências, na cultura, mesmo no mundo material, este período é, por outro lado, assinalado por uma difícil e tumultuosa paz e estabilidade política. Para além das Guerras Persas, outros momentos de instabilidade e acesa rivalidade entre as cidades-estado marcam o século de Péricles. A divisão culmina com o antagonismo militar entre dois blocos helénicos rivais que se degladiarão e agitarão o Mediterrâneo Oriental na Guerra do Peloponeso, entre Esparta (cidade-estado de tradição militarista e costumes austeros) e a brilhante Atenas, centro político e civilizacional por excelência do mundo do século V a.C.
Este conflito arrastar-se-á entre 431 e 404 a.C., com alianças e um rasto de destruição, para além da intervenção persa. As relações entre e Atenas e Esparta eram tensas, ainda que formalmente amigáveis durante as Guerras Persas, agudizando-se gradualmente a partir de 450 a.C., com lutas frequentes e tréguas cíclicas, tudo pela disputa da hegemonia grega. Atenas, dominando politicamente a Liga de Delos, controlava o comércio marítimo com a sua poderosa frota, desfrutando igualmente de uma boa imbatível e bem treinado, respondendo à Liga de Delos com uma confederação de cidades do Peloponeso (península no Sul da Grécia) e da Grécia Central. O crescente poderio e a riqueza inigualável de Atenas alarmava Esparta, como dizia Tucídides, historiador grego. A guerra era assim inevitável, como pensava Péricles, que acumulou uma notável reserva financeira para suportar um conflito em larga escala. Em 445 a.C. ainda se chegou a um acordo de paz previsto para trinta anos. Todavia, as alianças estavam feitas, e aí residia o detonador da guerra. Atenas, ao tentar captar Córcira, colónia de Corinto, para a sua esfera de influência, accionou o mecanismo das alianças. Corinto era aliado de Esparta, o que implicava que Córcira alinhasse nessa aliança: em 443, esta iniciativa de Atenas precipita a Guerra do Peloponeso.

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A Guerra do Iraque
No Iraque, em 2003 no século XXI, George W. Bush declarou guerra ao Iraque.
Os Estados Unidos da América desencadearam esta guerra com objectivo de derrubar o regime de Saddam Hussein para assim desarmar o Iraque e libertar o povo iraquiano. Esta foi a justificação dada pelo presidente norte-americano, George W. Bush para o ataque depois de meses de ameaças, motivadas pela alegada posse de armas de destruição maciça. Há quem diga também que foi pelos múltiplos poços de petróleo do Iraque.
Os Estados Unidos da América consideram que o Iraque era uma grave ameaça à sua segurança e à da região do Médio Oriente e actuaram mesmo sem a aprovação das Nações Unida. Países como a França, a Alemanha e Rússia opuseram-se a esta acção militar, mas outros como Inglaterra, a Espanha e Portugal colocaram-se do lado norte-americano. Por todo o mundo houve manifestações pela paz envolvendo milhares de pessoas.
A ofensiva militar norte-americana, com o apoio de forças britânicas, começou na madrugada de 20 de Março de 2003 com um ataque de mísseis sobre Bagdade.
A 9 de Abril o governo de Saddam Hussein perdeu o controlo da capital e os seus principais elementos, incluindo o presidente, desapareceram antes da entrada triunfal das tropas da coligação. Muitos cidadãos saíram à rua para festejar o derrube do regime que estava instalado desde 1979.
publicado por António Luís Catarino às 23:07
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A MOEDA, por Filipe Vales, 8ºC

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Conceito de Moeda

O termo moeda surge-nos do termo latino “moneta”, relacionada com o local onde se cunhavam as moedas em Roma: o Templo Juno Moneta. Moeda é uma unidade representativa de valor, aceite como instrumento de troca numa sociedade. A moeda corrente é aquela que circula legalmente num país.
Todo o individuo que possuiu moeda, têm direito a comprar tudo aquilo que lhe convém, logo que as suas posses assim possam suportar e que o vendedor o pretenda vender.

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Origem da Moeda

No início, o sistema comercial não existia na sua propriedade fundamental, a circulação do valor. Cada homem recolhia das ofertas da Natureza o que lhe era necessário.
Contudo, sobretudo após a Revolução Neolítica, um homem que pescasse mais peixe do que lhe era necessário, poderia trocá-lo com outro que tivesse produzido muito trigo. Este tipo de comércio perdurou por muito tempo nas civilizações antigas. No entanto, haviam inconvenientes, pois o valor e a quantidade consideradas de um produto x não serem iguais em duas transacções distintas, isto é, num ano poderiam trocar 2 sacos de milho por uma dúzia de peixes, mas, no ano seguinte, os mesmos indivíduos poderiam trocar 2 sacos de milho por 10 peixes, traduzindo-se na irregularidade do valor das coisas, dependendo este da necessidades e das posses de cada homem.
No entanto, e para por fim a este inconveniente, o homem foi procurando incessantemente um produto ou medida que servisse de referência proporcional entre as mercadorias e a sua quantidade implícita. Nesse seguimento, surgiram algumas mercadorias que, pela sua utilidade e procura, passaram a ocupar essa posição. Aceites por todos, passaram a circular como moedas, servindo para trocar por outros produtos e para lhes avaliar o valor. Estamos a falar, sobretudo, das cabeças de gado, principalmente bovino, pois apresentava vantagens de locomoção própria, reprodução e força motriz para prestação de serviços. Também na Arábia e Norte de África, trocavam os camelos ao invés de gado, pois eram bem mais preciosos nessa região. Mais tarde, começou-se a utilizar o sal, por ser inacessível a quem morasse no continente e por ser muito cobiçado devido a sua utilização na conservação de alimentos. Daí provem o nome latino “salário”, a que, actualmente, ligamos, gramaticalmente, à remuneração, normalmente em dinheiro, devida pelo empregador em face do serviço do empregado.
Devido à possibilidade de entesouramento, divisibilidade, raridade, facilidade de transporte e beleza, o metal se elegeu como principal padrão de valor, passando, em pequenos objectos, a circular como instrumento de troca. Posteriormente, o metal já se apresentava em formas padrão, normalmente pequenos círculos, com pureza e peso determinado, recebendo uma marca numa das suas faces onde indicava o seu valor e a pessoa que a emitiu. Surgiram assim, no séc. VII a.C., as primeiras moedas com as características actuais, sendo cunhado na Grécia, em prata, o Dracma, um dos seus melhores exemplos.
A segunda face da moeda, estando a primeira ocupada com o cunho, deveria reflectir a mentalidade do povo que a emitiu e da sua época, apontando os seus aspectos culturais, tecnológicos, políticos, religiosos e económicos.

A evolução da moeda

Posteriormente, em Alexandria, foi acrescentada a data às moedas, na Grécia, durante o reinado de Alexandre, o Grande, começaram-se a inserir a esfinge de uma personalidade importante no reverso da moeda e, por fim, na Europa, no séc. XVII, inseriu-se um “serrilhado” no rebordo da moeda.
Os primeiros metais a serem utilizados na cunhagem de moeda, foram o ouro, a prata e o cobre, descendo de valor conforme a ordem que apresentei. Estes metais foram escolhidos pela sua raridade, beleza, imunidade à corrosão e valor económico, mas sobretudo por aspectos religiosos, pois os Babilónios relacionavam o ouro com o Sol e a prata com a Lua, juntando-se o cobre pelo seu valor inferior, útil para a cunhagem de moedas de valor mais baixo. Este sistema perdurou até ao início do séc. XX, aquando a descoberta do cuproníquel, que veio substituir essas três ligas, passando a moeda a valer o valor que está representado na sua face e não pelo verdadeiro valor do metal que a compõe. Contudo, não devemos esquecer que ainda são cunhadas moedas de outros metais, tanto tradicionais como inovadores.
Numa altura em que a Europa desenvolvia a moeda, do outro lado do mundo, na China, desenvolvia-se o papel-moeda, inventado pelos chineses possivelmente no ano de 89 d.C.. As matrizes para a impressão eram confeccionadas em tabuleiros de madeira ou de bambu, sobre as quais era aplicada uma pasta especial, feita de polpa vegetal amolecida e batida. A madeira recebia a tinta e os desenhos e textos gravados nesta eram passados para o papel.
Contudo, esta inovação só chegou à Europa aquando a viagem de Marco Polo, numa altura em que, desde a Idade Média, já começara a surgir o hábito de guardar o dinheiro com o ourives, pessoa que negociava ouro e prata, emitindo este uma cédula de garantia da posse desse valor à pessoa que o transportasse. Com o tempo, essas cédulas começaram a circular como forma de pagamento. Assim surge o papel-moeda. Posteriormente, o Governo do país assegurou-se da garantia de autenticidade dessas cédulas, passando a emiti-las. Também a emissão de papel-moeda evoluiu, passando a utilizar-se papéis especiais e técnicas de segurança para assegurar a não-falsificação.
Actualmente os países possuem um banco central responsável pela emissão de moedas e cédulas.
Com a supressão da conversibilidade das cédulas e moedas em metal precioso, o dinheiro cada vez mais se desmaterializa, assumindo formas abstractas. Foi nesta corrente, que surge o cheque. Esse documento, pelo qual se ordena o pagamento de certa quantia ao seu portador ou à pessoa nele citada, visa, primordialmente, à movimentação dos depósitos bancários.
O importante papel que esse meio de pagamento ocupa, hoje, na economia, deve-se às inúmeras vantagens que proporciona, agilizando a movimentação de grandes somas, impedindo o entesouramento do dinheiro em espécie e diminuindo a necessidade de troco, por ser um papel preenchido à mão, com a quantia de que se quer dispor.
O dinheiro, seja em que forma se apresente, não vale por si, mas pelas mercadorias e serviços que pode comprar. É uma espécie de título que dá a seu portador a faculdade de se considerar credor da sociedade e de usufruir, através do poder de compra, de todas as conquistas do homem moderno.

Moedas na actualidade

Actualmente, a moeda é um bem extremamente precioso, visto vivermos num mundo capitalista, onde tudo funciona em torno do dinheiro. O homem utiliza todos os meios à sua volta (recursos) para gerir uma série de condições que levem ao lucro, utilizando uma série de manobras (normalmente publicidade) para fazer valer a imagem daquilo que pretende negociar ou promover.
Uma moeda que se destaca na actualidade, é o Dólar Americano ($), que, pelo país que a emite (Estados Unidos da América), ganhou relevo internacional como referência global para o valor das mercadorias. Outra muito conceituada, é a Libra (₤) pelo seu elevado valor e pelo prestígio que adquiriu pela estabilidade do seu valor e pelo país que a emite (Reino Unido). Por fim, ainda gostaria de citar o Euro (€), que vem a ter importância pelas condições em que surge: trata-se de uma moeda única com o mesmo câmbio internacional adoptada por 12 países independentes e distintos, que assim esperam criar um ambiente económico melhor, que facilite os seus negócios.

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Moedas e outros

O título de menor moeda do mundo é disputado por duas moedas: uma é a “cabeça de alfinete, cunhada em Colpata (Índia) em 1800, com apenas 65 mg; e a moeda de 6 krissales de ouro, emitida em Java entre os séc. IX e XII, que, apesar de ter o tamanho não maior que um grão de arroz, tem inscrições nas duas faces.
A maior moeda do mundo pode ser avaliada por dois itens: o primeiro, é o peso, cujo o recorde cabe à moeda de 10 dólares suecos emitidos em 1659, pesando 19 kg em cobre puro; o segundo, é o valor intrínseco e nominal, cujo o recorde cabe à moeda de 200 muhur, cunhada pelo rei mongol Shah Goaham, que carregava mais de 2 kg de ouro puro.
Em algumas situações. Como é o caso de guerras ou casos de inflação exagerada, as populações vêm-se obrigadas a trocar a sua moeda, quase inexistente, por outros valores. Existe vários exemplos destes casos.
• Na Alemanha, durante a I Grande Guerra Mundial, passaram a emitir-se peças de porcelana como moeda, devido à falta de metais.
• Na França, no séc. XIII, substituíram-se as moedas por pequenas fichas metálicas onde eram registrados os créditos e débitos de cada pessoa.
• Na Itália, nos anos 70, a moeda foi substituída por caramelos, recebendo o nome de liras caramelo.
• Nos E.U.A., durante a Guerra Civil, selos acondicionados em pequenos discos de papelão, couro ou zinco e recobertos de plástico ou vidro, circularam como moeda.

A moeda não foi genialmente inventada, mas surgiu de uma necessidade humana, e sua evolução reflecte, a cada momento, a vontade do homem de adequar o seu instrumento monetário à realidade de sua economia.
publicado por António Luís Catarino às 22:50
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