.Julho 2006

Dom
Seg
Ter
Qua
Qui
Sex
Sab
1
2
3
4
5
6
7
8
9
10
11
12
13
14
15
16
17
18
19
20
21
22
23
24
25
26
28
29
30
31

.posts recentes

. Finalmente as férias e um...

. Vida e história de Jean-J...

. James Watt, por João Paul...

. A Conservação da Massa e ...

. René Descartes, por Ana P...

. A Passarola de Bartolomeu...

. Os Lolardos, por Rebeca B...

. A Revolução Francesa, por...

. As Guerras Religiosas do ...

. A Reforma Protestante e o...

.arquivos

. Julho 2006

. Junho 2006

. Maio 2006

. Abril 2006

. Março 2006

. Fevereiro 2006

. Janeiro 2006

. Dezembro 2005

. Novembro 2005

. Outubro 2005

.links

Um espaço para a História da Escola Secundária Aurélia de Sousa - Porto

.favorito

. E o homem com livros cont...

Quarta-feira, 5 de Abril de 2006

Ficha de Leitura: «As Doenças têm História», Jacques Le Goff, de Francisca Ferreira, 10ºG



Livro: Les Maladies ont une Historie” , em português “ As doenças têm História;


Autor: Goff, Le Jacques


Editora: Terramar, 1985


 


A doença pertence à história, em primeiro lugar porque não é mais do que uma ideia, um certo abstracto numa “ complexa realidade empírica e porque as doenças são mortais. Onde estão as febres terças e quartãs dos nossos antepassados? A doença pertence não só à história superficial dos progressos científicos e tecnológicos como também á história profunda dos saberes e das práticas ligadas ás estruturas sociais, ás instituições, às representações, ás mentalidades. Desde a idade média, o jogo da doença e da saúde, “joga-se cada vez menos em casa do doente e cada vez mais no palácio da doença, o hospital.


Optei por analisar o capítulo 2 no ponto: “QUE A PESTE SEJA DO RATO”, pela curiosidade despertada nas aulas sobre a doença.


Repentinamente em 1348, uma terrível epidemia, a peste negra abateu-se sobre o Oriente. Trazida pelos marinheiros genoveses que haviam entrado em luta com os Tártaros, nas feitorias de Crimeia, esta doença foi a mais grave epidemia de que há memória.


Propagou-se por toda a Europa, França, Península Ibérica, Inglaterra, Alemanha, Escandinávia, numa mancha quase circular.


Culpa-se o rato negro (mus rattus) pela transmissão da peste, através da picada deste para o Homem.


A peste tinha um carácter bubónico, fazendo nascer tumefacções nas virilhas, axilas e no pescoço. Alem disso era pulmonar, propagando-se pelo ar respirável, o que a tornava altamente contagiosa e fatal levando á morte em dois, três dias, chegando a fazer famílias a abandonar os parentes infectados pela doença, á sua sorte. Nenhuma outra doença levou a semelhantes loucuras, tudo era justificado pelo pânico de todos a esta doença terrível.


Hoje espantamo-nos, com tamanha ingenuidade dos físicos na altura, mas falamos de medicina primitiva, medicina esta baseada na falta de higiene…


Uma doença que levou populações inteiras á morte, que levou a alterações demográficas inacreditáveis. Mais que uma doença, ficou para a História um período de terror, de desgraça, de sofrimento.


Concluo afirmando que é de facto necessária continuar a investir nas inovações da medicina cientifica… Para evitar que se espalhe por ai a peste do século XXI, peste esta conhecido pelo nome de Cancro ou de Sida.



Francisca Ferreira

publicado por António Luís Catarino às 14:00
link do post | comentar | favorito
|
2 comentários:
De António Luís Catarino a 6 de Abril de 2006 às 00:16
Olá Francisca. Grande ficha de leitura ainda por cima de um livro que deixou algumas pessoas em «estado de choque». Parabéns que isto de falar de doenças hoje, ou na Idade Média tem o que se lhe diga. Falar delas no passado já é difícil porque muito poucos se aventuravam devido a superstições. Agora, hoje, que nos julgamos acima de toda as doenças devido à Ciência moderna, é bom lembrar, de vez em quando, que o Homem sempre viveu com elas e que lidamos sempre com esse quadro mental. As coisas mudam muito devagar, não é Francisca? Parabéns pela transposição que fazes das doenças na Idade Média para a contemporaneidade. Força e agora que já estas cá dentro do blog, continua.
De António José de Sousa Magalhães a 25 de Maio de 2006 às 21:07
É com orgulho e felicidade, que tenho o prazer de te deixar um louvor neste espaço.
Orgulho e felicidade não só por constatar, mais uma vez, e confirmar o teu brilhantismo mas também porque esse brilhantismo e inteligência se salientam numa área que não é a minha, mas pela qual eu tenho um carinho e gosto especial, História.
História e Direito são praticamente indissociáveis daí que eu não tenha "dois amores" mas sim dois num só. Ou melhor ainda... Três num só... Direito, História e a TI!
Continua a fazer-me feliz e orgulhoso, aquele beijo.

Comentar post

.favorito

. E o homem com livros cont...

.links

.subscrever feeds